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Quanto a Foucault, sua importância história tem a ver com o empoderamento do meio ambiente. Conteúdo deveras relevante ao contexto que se propõe o trabalho, em especial quanto ao que trata de estratégias, visão quanto à questão ambiental e o que é o naturalismo. Foucault é referência quanto a este tema e sua autoridade no assunto não é questionável, em especial nos conceitos de poder e resistência que são bases para a resistência, por consequência, educação ambiental.

Há alguns antropologistas brasileiros, atualmente sociólogos, como é o caso de Darcy Ribeiro que trata sobre a formação no – excelente – “O povo brasileiro” que se trazido a um contexto moderno trata de uma questão anterior à questão de educação ambiental: O autoconhecimento e o reconhecimento da identidade nacional.

Ora, quando se coloca os silvícolas brasileiros como culturas que convivem em harmonia com a natureza, é falácia com tons de reprodução, sem pensamento crítico conforme colocado pela autora no que tange às publicações midiáticas deve-se pensar em quem são os envolvidos na biopirataria de plantas brasileiras e até mesmo o saber que historicamente a população indígena (no Brasil e em outros países) foi responsável por diversas extinções em áreas também diversas (Para exemplificar, http://www.painelflorestal.com.br/noticias/brasil/amazonia-indios-alugam-terras-para-desmatamento-por-r-15 e http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142000000300019).

Há autores que vão mais longe e falam na esterilização de certas áreas da Amazônia providas pelos próprios indios (Artigo em anexo “Sob o signo do Moderno Cultivo”, página 138) que cita um dos motivos da mobilidade indígena no século XIX: “Os coletores de produtos nativos continuavam a invadir e a devastar a ferro e fogo as florestas nacionais, esterilizando cada dia, por amor de efêmero lucro, imensa riqueza, que largos séculos acumularam”.

A questão da mídia impressa está tão presente quanto é esta relevante: Qual a principal fonte de informação da população? Será que as pessoas que querem manter-se informadas atualmente utilizam exclusivamente fontes impressas de mídia? Será que as fontes “fidedignas” de mídia impressa são confiáveis? Para todas estas perguntas a resposta é “Não”. E eis o principal viés do artigo: O Ecologicamente correto é o propagado pela mídia mas não necessariamente o que é adequado para a educação ambiental.

Coloco aqui uma proposição de pergunta: A água do planeta está acabando? (Uma busca no Google por essa pergunta retorna milhares de artigos sobre o assunto). A resposta é: Não. A questão aqui é que ainda não temos tecnologia para tratar a água não potável e torná-la adequada ao uso. Nossos antepassados tinham dificuldades imensas em dominar a escuridão, depois veio a fome em que os recursos estava por minguar, depois as doenças como tuberculose que devastavam vidas. Será mesmo que as respostas estão erradas ou perguntas que não estão corretas ?