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OS DOCENTES AO LONGO DA HISTÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA FORAM PREPARADOS (FORMADOS) PARA CONHECER OS RISCOS DO TRABALHO E AS DOENÇAS QUE PODEM ATINGI-LOS?

Ao compreender o contexto educacional, à cada época, é necessário verificar o contexto e condições de trabalho aplicáveis a este profissional.

Em um momento mais remoto historicamente tem-se contextos tão diversos quanto possíveis, passando pela introdução histórica do ensino formal brasileira entre os Jesuítas, contudo, não foi esse o princípio, considerando que os brasileiros nativos tinham maneiras próprias de educação, portanto, o contexto deste trabalho tem haver exclusivamente com as questões contemporâneas em que o objetivo do ensino não é subsistência, tampouco a catequização do povo; também é inserida em um contexto democrático e sem diferenças de ensino entre raças, credos ou classe social, estando disponível para toda a população.

Tal contexto é deveras importante pois determina especificamente quais questões o docente enfrenta em seu cotidiano.

Contemporaneamente a formação docente prepara aos profissionais a conhecerem os riscos e doenças laborais que os afetam, contudo, a questão carece de uma resposta mais aprofundada, ao refletirmos se todos os docentes atuantes possuem essa preparação. Para além dessa visão, o meio ambiente de atuação desse profissional possui interferência direta sobre este profissional e, o cumprimento adequado das regras de saúde regulamentadoras também se faz necessário, contudo, esta é uma resposta mais adequada à segunda pergunta.

Aqui há, portanto, duas respostas possíveis: Houve a preparação para os docentes no contexto contemporâneo, no sentido de conhecerem os riscos a que estão expostos, contudo, houve poucas ações que sejam adequadas à prevenção da ocorrência de tais riscos e doenças.

QUE AÇÕES PODEM SER TOMADAS PARA SANAR ALGUM TIPO DE DOENÇA QUE PODE UM PROFESSOR PODE SOFRER? PROCURE APENAS UM PROBLEMA (COMO A PERDA DE VOZ, A INSALUBRIDADE NO USO DE GIZ, ASSÉDIO MORAL OU QUALQUER OUTRO) PARA ESTUDAR, APRESENTE UMA ESTATÍSTICA PARA FUNDAMENTAR O PROBLEMA E ANALISE.

 

tabela

A tabela acima demonstra uma análise de dados referente às condições do ambiente físico em que a prática docente se desenrola, apresentando a frequência de questões que causavam maior desconforto aos docentes durante a prática de sala de aula em nove unidades escolares analisadas. No artigo que esta tabela originalmente se apresenta[1] as autoras fazem uma análise aos riscos ocupacionais à voz e, serve como justificativa da resposta para a pergunta proposta.

É possível verificar que os itens verificados são de competência da administração escolar, portanto, cabe ao docente saber adequadamente quais os riscos que está exposto no ambiente de trabalho (riscos laborais) e à instituição de ensino a tomada de providências adequadas ao cumprimento das condições de trabalho adequadas previstas pelas Normas Regulamentadoras de maneira que promovam e preservem a saúde dos trabalhadores[2].

A responsabilização da escola enquanto empresa é o primeiro dos caminhos a ser tomado, contudo, cabe também ao docente que tome providências adequadas quanto à preservação de sua salubridade para manter-se saudável tanto quanto possível, portanto, itens que são extra sala de aula são necessários, tais como horas adequadas de trabalho, atividades de lazer, cuidados com a saúde de maneira geral e a constante atualização quanto às técnicas que evitem o desgaste físico, como por exemplo, exercício físico para aguentar melhor o tempo em pé; aulas de impostação de voz com técnicas para evitar a fadiga vocal; técnicas de dinâmicas  em sala de aula para diminuir a necessidade de intervir exasperadamente com alunos; atividades lúdicas de maneira que evite-se a fadiga relacionada à rotina; comparecer às consultas médicas, conforme necessidade; etc.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tema abordado aqui é deveras complexo pois trata de questões enraizadas na sociedade brasileira, tema inclusive recorrente nos artigos consultados que tratam da docência, pois fala muito em “sacrifício” [3]. Tal visão permeia a prática docente desde imemoráveis tempos onde é possível contextualizar o momento em que a mãe sacrifica-se pelos seus filhos, passando por um momento em que ensinar era sacrificar-se por seus discípulos e contemporaneamente, sacrificar-se tem um sentido de doar-se ao máximo.

Em um contexto de instituição escolar, a visão de tal sacrifício se faz diferente, vez que perpassa através das eras por uma sociedade que precisa ter indivíduos preparados para a existência daquele agrupamento de pessoas, avança pela necessidade de transmissão de conhecimento sem apoio formal, depois com apoio e subsidio financeiro mas direcionado às necessidades estatais; por fim, mais recentemente à necessidade da obtenção de lucros.

O que percebe-se é que no contexto histórico não houve mudança mas uma evolução da questão que hoje aplica-se diretamente ao trabalhador demandar do respeito às normas de trabalho de maneira que execute adequadamente suas tarefas, portanto, deve haver uma fiscalização para cumprimento de tal legislação para ambas as classes: patronal e trabalhadora.

O docente também deve municiar-se de maneiras que permaneça confortável em sala de aula utilizando-se de técnicas variadas e de maneira contínua e aprimorada.

REFERÊNCIAS

[1]RISCOS OCUPACIONAIS À SAÚDE E VOZ DE PROFESSORES: ESPECIFICIDADES DAS UNIDADES DE REDE MUNICIPAL DE ENSINO – Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v12n1/168-08.pdf, (22.09.2016)

[2] CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS PÚBLICAS DA ZONA SUL DA CIDADE DE MANAUS – Disponível em http://www.convibra.com.br/upload/paper/2013/80/2013_80_6404.pdf (22.09.2016)

 [3]FONSECA,Selva Guimarães Fonseca. Ser Professor No Brasil: História Oral de Vida, Papiros, 1997. Disponível em: https://books.google.com.br/books/about/Ser_Professor_No_Brasil_Hist%C3%B3ria_Oral_d.html?hl=pt-BR&id=gx1BiY-4gcoC&redir_esc=y

Outros textos consultados (20.10.2016):