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crise

Fonte da imagem: google imagens. Termo “crise”.

 

Há muitas coisas que muito me incomodam. Mentira é uma delas.

Há mentiras cotidianas que contamos para termos uma vida mais fácil e outras que contamos pois queremos o mais fácil da vida.

Me incomodam de maneira especial as mentiras perpetuadas.

Por hábito não gosto de ler ou assistir a jornais. Tento obter informações de maneiras diferentes, como é o caso de Twitter, blogs e livros, vez ou outro coletando informações de maneira automática de diversos meios eletrônicos diferentes. Funciona. É trabalhoso mas funciona.

Quem sou eu? Sou um cidadão não me considero em nada especial, apenas não sou idiota suficiente para acreditar em tudo o que me toca aos sentidos. Penso que há necessidade de refletir sobre os assuntos antes de emitir uma opinião.

Vejo diversas pessoas falando em crise. A crise é algo que está ilustrado nos jornais, na TV e por todo lugar. Contudo, há crise? Mais ainda, se pode chamar o que está a acontecer com o Brasil de crise? Tenho dúvidas.

Há uma crise . Não, não há! Há outras coisas:

Fala-se em crise econômica, quando não se quer dar nome aos bois, pois o que está acontecendo uma série de outras questões e, que são separadas e devem ser tratadas de maneira separadas! Ora, fala-se em crise política mas quer se dizer outras coisas por questões que sejam menos impopulares.

O que não se fala é o correto: Má gestão, inflação, corrupção e uma espécie de crise de identidade.

Há uma crise. Diferente do que parece.

A crise de identidade acontece com a população e tem haver com a globalização. Um bom exemplo é quando um amigo possui um carro novo e também queremos um carro. Há muitas opções: Querer o mesmo carro que o amigo, roubar o amigo para termos o carro dele, ignorar o carro do amigo e se contentar com o carro que se pode.

Na economia internacional há muitas maneiras de lidar com este assunto. Pode-se endividar para ter o carro dos sonhos e se viver com a dívida dos pesadelos. Pode-se roubar o carro e viver sem desfrutar do carro por conta da polícia e o verdadeiro dono nunca estarem descontentes. Se contentar com o carro que se pode comprar e planejar para comprar um carro melhor, trabalhando mais e sem ter dívidas é outra opção.

A população quer o carro zero e superdesenvolvido quando não pode arcar com os custos de mantê-lo. A isso, atrela-se um mau condutor que não se planeja para a viagem, tampouco para pagar as parcelas do financiamento sem passar fome.

Bem isso que está a acontecer com este país.

Comprou um carro zero, não tem dinheiro para mantê-lo, pagar as dívidas dele mas aparece nas redes sociais fazendo caridade aos pobres, dando carona para todo mundo enquanto de verdade, não tem nada em casa para comer e faz a família inteira passar sufoco.

Com esta analogia se pode ver claramente o que está a acontecer com o país.

Chama-se crise econômica a imaturidade e irresponsabilidade que se tem ao lidar com a coisa pública. O enriquecimento ilícito de muitas pessoas e empresas de maneira que se pode afirmar que tal crise tem haver plenamente com corrupção.

Fica a lição a ser compreendida de que a crise política tem haver com outra coisa mais profunda: Política não entra em crise! Por definição há apenas dois estados quanto à política: Ou se está contente ou descontente. Há um descontentamento de grande parte da população que está a pagar as parcelas do financiamento pois a parcela da população que está andando de carro zero e é inadimplente não se importa!

É cada dia mais evidente o que a situação política inflige às pessoas: Uma sensação de incapacidade. Retorna-se aí à situação de crise de identidade.

Uma possível analogia é um assalto. A pessoa que acaba de ser assaltada e não reage passa por uma sensação de incapacidade e revolta tão grande quanto a maior parte da população está se sentindo quanto aos políticos e eles sabem disso.

O que se pode fazer para se perpetuar o poder? O que for necessário. Mentir, matar, negociar…

O povo não conhece esta necessidade pois em seu âmago é de boa índole. Uma comparação com psicopatas e na maneira que eles seduzem suas vítimas é na mesma proporção que políticos fazem às pessoas.

Então não há crise política mas apenas maus políticos e uma população que é refém dos bolsa-alguma-coisa da vida.

Há importância em se saber escolher e escolher adequadamente a única coisa que realmente nos pertence: Nosso pensamento.

Há de se tomar cuidado para não empreendermos uma nova guerra ao terror, como os EUA fizeram no passado e criarmos uma instituição chamada Crise.

Será que é crise? Será que há crise? Tenho minhas dúvidas.