Uma miríade de ideias.
Navegação

Você também pode navegar através do teclado:

:Próximo post
: Post anterior

No Twitter

algoritmos

O que são algoritmos e o que você deve começar a entender para programar.

Quando temos um problema e vamos utilizar um computador para resolvê-lo inevitavelmente temos que passar pelas seguintes etapas:
a) Definir o problema.
b) Realizar um estudo da situação atual e verificar quais a(s) forma(s) de resolver o problema.
c) Terminada a fase de estudo, utilizar uma linguagem de programação para escrever o programa que deverá a princípio, resolver o problema.
d) Analisar junto aos usuários se o problema foi resolvido. Se a solução não foi encontrada, deverá ser retornado para a fase de estudo para descobrir onde está a falha.

Estas são de forma bem geral, as etapas que um analista passa, desde a apresentação do problema até a sua efetiva solução. Iremos, nesta apostila, nos ater as etapas de estudo, também chamadas de análise, e a etapa de programação. Mas antes vamos definir o seguinte conceito: Programar um computador consiste em elaborar um conjunto finito de instruções, reconhecidas pela máquina, de forma que o computador execute estas instruções. Estas instruções possuem regras e uma sintaxe própria, como uma linguagem tipo português ou inglês, sendo isto chamada de linguagem de computador.
No mundo computacional existe uma grande variedade de linguagens Pascal, C, Basic, Cobol, Fortran, Java, etc. Nós iremos enfocar uma delas, o Pascal.

Estrutura de Algoritmos

Antes de utilizarmos uma linguagem de computador, é necessário organizar as ações a serem tomadas pela máquina de forma organizada e lógica, sem nos atermos às regras rígidas da Sintaxe de uma linguagem. Para isto utilizaremos uma forma de escrever tais ações, conhecida como algoritmo, ou pseudo-código.
Conceituando: Algoritmo consiste em um conjunto lógico e finito de ações (instruções) que resolvem um determinado problema.
Os algoritmos terão a seguinte estrutura:

ALGORITMO

<Nome do algoritmo>
<definições>
INÍCIO
<Comandos>
FIM

Em Pascal ficaria da seguinte forma:

PROGRAM

<Nome do programa>;
<definições>
BEGIN
<Comandos> ;
END.

Variáveis

O computador possui uma área de armazenamento conhecida como memória. Todas as informações existentes no computador estão, ou na memória primária (memória RAM), ou na memória secundária (discos, fitas, CD-ROM etc.). Nós iremos trabalhar, a princípio nesta apostila, somente com a memória primária, especificamente com as informações armazenadas na RAM (memória de acesso aleatório).

A memória do computador pode ser entendida como uma seqüência finita de caixas, que num dado momento, guarda algum tipo de informação, como número, uma letra, uma palavra, uma frase etc., não importa, basta saber que lá sempre existe alguma informação.

O computador, para poder trabalhar com alguma destas informações, precisa saber onde, na memória, o dado está localizado. Fisicamente, cada caixa, ou cada posição de memória, possui um endereço, ou seja, um número, que indica onde cada informação está localizada. Este número é representado através da notação hexadecimal, tendo o tamanho de quatro, ou mais bytes. Abaixo segue alguns exemplos:

Endereço Físico Informação
3000: B712 ‘João’
2000: 12EC 12345
3000: 0004 ‘H’

Como pode ser observado, o endereçamento das posições de memória através de números hexadecimais é perfeitamente compreendido pela máquina, mas para nós humanos torna-se uma tarefa complicada. Pensando nisto, as linguagens de computador facilitaram o manuseio, por parte dos usuários, das posições de memória da máquina, permitindo que, ao invés de trabalhar diretamente com os números hexadecimais, fosse possível dar nomes diferentes a cada posição de memória. Tais nomes seriam de livre escolha do usuário. Com este recurso, os usuários ficaram livres dos endereços físicos (números hexadecimais) e passaram a trabalhar com endereços lógicos (nomes dados pelos próprios usuários). Desta forma, o Exemplo acima, poderia ser alterado para ter o seguinte aspecto:

Endereço Lógico Informação
Nome ‘João’
número 12345
letra ‘H’

Como tínhamos falado, os endereços lógicos são como caixas, que num dado instante guardam algum tipo de informação. Mas é importante saber que o conteúdo desta caixa não é algo fixo, permanente, na verdade, uma caixa pode conter diversas informações, ou seja, como no Exemplo acima, a caixa (Endereço Lógico) rotulada de “Nome” num dado momento contém a informação “João”, mas em um outro momento, poderá conter uma outra informação, por exemplo, “Pedro”. Com isto queremos dizer que o conteúdo de uma destas caixas (endereço lógico) pode variar, isto é, pode sofrer alterações em seu conteúdo. Tendo este conceito em mente, a partir de agora iremos chamar de forma genérica, as caixas ou endereços lógicos, de variáveis.

Desta forma podemos dizer que uma variável é uma posição de memória, representada por um Nome simbólico (atribuído pelo usuário), a qual contém, num dado instante, uma informação.

Formação de Variáveis

Uma variável é formada por uma letra ou então por uma letra seguida de letras ou dígitos, em qualquer número. Não é permitido o uso de espaços em branco ou de qualquer outro caractere, que não seja letra ou dígito, na formação de um identificador. Por exemplo não utilize letras acentuadas, o cê-cedilha, nem símbolos como / [ ] < > etc…

Na formação do nome da variável, dê um nome significativo, para que se possa ter idéiado seu conteúdo sem perda de tempo. Se utilizar palavras para compor o nome da variável utilize o _ (underscore) para separar as palavras. Ex.: nome_cliente, idade_aluno.

Conteúdo de uma Variável

Uma vez definida a variável, seu conteúdo por ser indicado ou modificado durante o tempo em que o programa estiver sendo executado.
Dados = Elementos conhecidos de um problema.
Informação = Um conjunto estruturado de dados, transmitindo conhecimento.

Tipos de Variáveis

Considere a fórmula matemática simples do calculo do volume de uma esfera:

V = (4/3).PI.R3

Onde se encontram:
1- valores que podem ser classificados como:
a) valores constantes, invariáveis em todas as aplicações da fórmula, no caso dos valores 4, 3 e PI aos denomina-se constantes;
b) valores a serem substituídos na fórmula, em cada aplicação; a representação destes valores, usualmente é feita através de letras, que recebem o nome de variáveis e tornam a fórmula genérica, possível de ser aplicada para resolver uma certa classe de problemas e não apenas um problema específico.

2 – Operações a serem feitas sobre determinados operandos (Valores), para a obtenção da solução do problema.

 

Fonte: Apostila do Professor Ronaldo Candido dos Santos.