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conscious

 

 

Ao definir consciência, há de se observar e dirimir a existência de diversas formas que esta se apresenta. Por analogia, consciência, estar cônscio, cognição tratam de uma só característica humana: Percepção; quer do entorno, quer de si.Entendo-me por humano, constituinte do grupo da raça negra, nacionalidade brasileira, naturalidade carioca, residente à zona norte do Rio de Janeiro, o que me dá diversas características peculiares de identificação neste grupo, desde a língua que se fala, a forma que se fala essa língua até comportamentos educacionais/culturais próprios.

A constituição da percepção do “eu” passa por estágios básicos, como o do desenvolvimento nos primeiros anos de vida da consciência de que nem todos os membros de um grupo compartilham as informações obtidas pelo indivíduo, até a consciência de fazer parte de um grupo social de interesses comuns, de forma colaborativa.

Assim que o indivíduo passa a entender-se por membro de um grupo, exercita um processo de conhecimento de si (auto-conhecimento) e de si perante a sociedade e/ou o grupo (consciência coletiva).

Na medida que o indivíduo angaria informações sobre si e sobre o grupo/grupos que faz parte, é capaz de delinear seu caráter, sua identidade, estabelecendo julgamentos morais sobre os atos que realiza e que interage.

A construção da identidade é um processo que, como a analogia ao sentido literal da palavra remete, identifica, torna par, de próxima similaridade. Identidade é tornar-se consciente de sua condição humana perante si e o grupo de modo a inferir no grupo social de forma peculiar, individual, autônoma.

Ao criar uma identificação perante a consciência (própria e coletiva), o indivíduo é capaz de exercitar a maior das conquistas possíveis para uma existência harmônica com o ambiente que vive e consigo. A definição mais coesa possível sobre liberdade é dizer que o ser humano tem o direito natural de fazer ou deixar de fazer algo sem coerção desde que não prejudique o seu próximo.

Ao compreender que todo o direito adquirido, por si, acarreta uma responsabilidade, uma  obrigação, entende-se que todos que têm consciência de sua identidade e exercitam sua liberdade devem, por conseqüência conhecer limites na interação humana.

Em se tratando de relações humanas, o direito adquirido pressupõe o cumprimento de suas obrigações que se tornam mais abrangentes na medida em que se adquire conhecimento sobre si, sobre o próximo e sobre o funcionamento do meio social em que se vive.