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Há dois paradigmas interessantes que se pode explorar com a proposta do trabalho: A maneira que as gerações aprendem e o paradigma da cognição e aprendizagem através de tecnologia ambos estão relacionados e podem ser utilizados por profissionais da educação para melhorar o desempenho em sala de aula pois quando o profissional utiliza-se de tal maneira a observar seus alunos consegue uma interação maior e desperta o interesse específico dos seus alunos.

A teoria sociológica do distanciamento entre gerações ocorreu a partir da década de 1960, em que foi cunhada a expressão Baby Boomers, que em uma primeira instância era pautada pela contracultura em termos de valores, música, forma política de pensar e crenças de maneira geral. O termo mais moderno utilizado pelos especialistas é “Segregação institucional etária” em que houve uma divisão do ciclo de vida e três níveis: Infância, vida adulta e aposentadoria. Quando algum desses grupos etários insere-se em um desses ciclos e em suas atividades, estes indivíduos isolam-se fica e psicologicamente das pessoas de outras gerações, com pouca ou nenhuma interação, criando barreiras em nível social e no núcleo familiar. No artigo de 2013 intitulado “Hunting the Yeti and Shooting Zombies: in search of ‘intergenerational cultures of worklessness’, Critical Social Policy” (MACDONALD, R., SHILDRICK, T. and FURLONG, A. (2013)) os autores observam as diferenças entre as gerações e a maneira que a transição da juventude à vida adulta separam-se mutuamente umas das outras em termos familiares e em situações sociais (escolas, clubes, trabalho, etc.).

É possível verificar algumas nomenclaturas para estas gerações:

  • Geração perdida – Nascidos entre 1883 e 1900.
  • Geração grandiosa – Nascidos entre 1900 e 1924.
  • Geração silenciosa – Nascidos entre 1925 e 1942.
  • Baby boomer – Nascidos entre 1946 e 1964.
  • Geração X – Nascidos entre 1964 e 1979.
  • Geração Y – Nascidos entre 1980 e 1999.
  • Geração NET – Nascidos após 2000.

Cada uma dessas gerações possui uma maneira diferente de aprender e comportar-se, portanto, um professor que está a frente de um aluno da geração NET mas que – de certo – não é membro daquela geração decerto tornar-se-á muitas vezes um obstáculo ao aprendizado se não compreender a maneira que este aluno “vê o mundo”.

É perfeitamente normal que professores e estudante não sejam da mesma idade. Em contraste com outros setores da sociedade a educação possui uma característica distintiva em que na maior parte das vezes e recorrentemente os profissionais (professores) são mais velhos que os clientes (alunos). Pode-se pensar que a educação possui um diálogo institucionalizado entre as gerações, como o espaço social em que estes interagem. Através da educação, sociedades transmitem conhecimento, habilidades, cultura e valores de uma geração para a próxima. De maneira geral, alunos não são recipientes passivos do conhecimento e valores das gerações anteriores, mas também transformam e constroem tais conhecimentos, o que influencia de sobremaneira o desenvolvimento das sociedades. Especialmente em um período de rápida mudança social o diálogo entre as gerações é premente para garantir que nenhuma geração atinja algum grau de obsolescência enquanto ainda é produtiva, tornando-a marginal simplesmente por existir.

Por um ponto de vista educacional os professores são uma variável importante na qualidade dos ambientes de aprendizagem. Idealmente, estudantes devem ser capazes de interagir com uma variedade de gerações de professores. Cada grupo adiciona dimensões específicas ao processo de aprendizagem. Professores mais velhos apresentam qualidade associada à sua experiência, ambos permeados pela experiência profissional associada à experiência de vida. Jovens professores trazem inovação associada ao treinamento recente associados ao entusiasmo da própria juventude. Adolescentes, de maneira geral, identificam-se e conectam-se com os professores mais jovens e esperam que estes possuam uma melhor compreensão de sua “visão de mundo” e os desafios relacionados a amadurecer em sociedades modernas. Os sistemas educacionais beneficiam-se de uma distribuição etária balanceada entre professores.

Uma questão que se deve refletir é sobre a comunicação. O “gap” entre gerações sempre existirá, enquanto professores certamente terão que – dentre suas muitas tarefas –  encontrar tempo para coordenar e compreender a maneira que seus estudantes pensam – ou ao menos quais são suas expectativas. Independente do professor conseguir ou não se adaptar rapidamente, sua aproximação com os estudantes deve ser tamanha que os próprios alunos não percebam esta diferença cultural e etária. Se os alunos têm de se desenvolver em um mundo de mudanças dinâmicas e aceleradas os professores devem estar prontos para aceleram o desenvolvimento acadêmico de acordo com as necessidades destes alunos.

No momento atual a sala de aula tornou-se um local em que diversas gerações interagem na mesma sala de aula, onde alguns alunos são mais velhos que seus professores e em que há uma interseção de conhecimentos com maneiras de aprender, ensinar e se comportar totalmente diversas, eis o desafio cognitivo em si.

Na tentativa de gerenciar as expectativas de uma classe heterogênea em que os alunos da geração Baby Boomer utilizam a filosofia “Faça a diferença”, alunos da geração X terão como valores “Faça de maneira divertida”, enquanto alunos das gerações Y e NET terão como fundamento “Faça ter significado”. Enquanto o docente conectar-se-á a uma geração em detrimento das outras presentes, eis a necessidade do preparo em compreender as idiossincrasias geracionais e o escopo cognitivo de cada qual.

Num contexto de Educação a Distância a relação entre tecnologia cognição e aprendizagem deve estar relacionado. Tal paradoxo é estudado tanto pela teoria educacional quanto pela área de desenvolvimento de software. Tal visão multidisciplinar permite a profissionais de ambas as áreas estudarem métodos para aceleração de aprendizagem e inclusão tecnológica a pais, professores e alunos, integrando-os em um ambiente único e ainda assim multidisciplinar.

Apesar da expansão da internet, as tecnologias síncronas e assíncronas dividem a maneira como a informação chega aos alunos. Enquanto na aprendizagem síncrona todos os participantes estão presentes ao mesmo tempo, independente de onde estes participantes estão presentes (via webconferência, televisão instrucional, chat, etc), na aprendizagem assíncrona os participantes acessam aos materiais de maneira flexível quanto às suas agendas. Estudantes não possuem necessidade de estar juntos simultaneamente e as ferramentas disponíveis são email, fóruns, vídeos e áudios, materiais impressos, entre outros.

Ambos os métodos podem e devem ser combinados pois quanto às questões geracionais aquelas mais antigas vão preferir tecnologias síncronas, enquanto as gerações mais novas preferirão tecnologias assíncronas.  Aqui o contraste da TV ao vivo vs Youtube. Tal interatividade chama-se aprendizagem híbrida e está a ser utilizada em diversos cursos de universidades abertas.

O ensino a distância pode ser também utilizado de maneira interativa através de radio, mundos virtuais, jogos, webinars, podcasts e outras referências de EAD. A psicologia de mídia e os estudos de mídia evoluíram como campo de estudos com principal objetivo de compreender o comportamento e implicação da mídia desde 2002 (Burns, Mary. Distance Education for Teacher Training: Modes, Models and Methods. 2012).

Educação a distância pode expandir o acesso à educação e treinamento para a população em geral pois permite uma agenda flexível com a relação de tempo e questões pessoais levadas em conta exatamente pela questão da distância. Algumas atividades permitem um aprofundamento maior quanto às capacidades da educação tradicional por conta do potencial para acesso privilegias a mais especialistas no campo e a outros estudantes de áreas geográficas, sociais, culturais e economicamente distâncias, além de campos experimentais. A população, de maneira geral, torna-se mais envolvida além da idade escolar normal, instituições podem se beneficiar financeiramente e adultos podem aprender no mundo dos negócios. A educação a distância pode agir como catalisador para inovação institucional e e tão efetiva quanto programas de aprendizagem presencias, especialmente se o instrutor possui conhecimento e habilidades coerentes.

A educação a distância pode prover um método de comunicação amplo no campo da educação. Com tantas ferramentas e programas que os avanços tecnológicos têm a oferecer, comunicação parece melhorar entre estudantes e professoras, da mesma maneira que estudantes, professores e companheiros de sala. A melhoria educacional em comunicação, particularmente comunicação entre estudantes e colegas de classe é uma melhoria que implementada para prover aos estudantes de EAD as mesmas experiências e oportunidades que estes teriam na educação pessoal. Tais melhorias feitas na educação a distância provêm dos constantes avanços tecnológicos. A comunicação online permite a estudantes associarem-se a programas de estudo através do mundo todo tanto quanto podem estudar em uma escola física. Com esta oportunidade um conjunto de maneiras diferentes de pensar é apresentado ao estudante e a sua comunicação com outros colegas de classe torna-se mais dinâmica causando uma maior troca de experiências. Os benefícios têm haver com os estudantes possuírem a possibilidade de combinar novas opiniões com as suas próprias e desenvolverem um sólido fundamento para o aprendizado. Há estudos que demonstram que quando os estudantes tornam-se conscientes das variações da interpretação e construção do significado entre um grupo de pessoas, estes são capazes de construir significado pessoal do assunto estudado, o que pode ajudar estudantes a se tornarem mais capazes de aprenderem por pontos d vistas diferentes. O aumento de estudantes capazes de construir efetivamente uma relação com outros estudantes e instrutores durante o curso deve ser uma das tarefas para os estudantes cumprirem em todos os currículos EAD, conforme faz-se aqui no próprio curso através dos fóruns.