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Muito se fala acerca do receio da presença do computador e outros ambientes multimídia em sala de aula e o quanto estes ambientes de fato contribuem com o ensino. Um exemplo prático é o Youtube. Esta rede social de vídeos permite a troca de informação e em muitos casos o aprofundamento em conteúdos tão diversos quanto especializados, a maneira não indexada que o conteúdo se apresenta aliada à falta de mediação de um profissional de educação torna tais conteúdos mal aproveitados e, em geral, colocados de maneira inadequada ao público pode se tornar ao invés de algo benéfico, profícuo. O mesmo acontece com a Wikipedia, que contém muito conteúdo sobre todos os assuntos, porém, carece da validação e rigor adequados ao contexto acadêmico.

O contexto audiovisual e midiático possível com a dinamicidade permitida pelo uso das tecnologias de informação e comunicação disponíveis é inegável, todavia, ao docente cabe algumas perguntas: Ele conhece as possibilidades? Domina as tecnologias disponíveis? Tornou-se por acaso dependente desta tecnologia?

São questionamentos que têm haver com o cotidiano escolar e seus desafios prementes. Ora, como o professor pode aplicar as possibilidades em uma escola sem recursos? Como pode dominar as tecnologias se não lhe é provido acesso, capacitação e estes recursos? A dependência da tecnologia não teria haver com alguma falta de preparo das aulas ou até mesmo de uma incapacidade de acompanhar a velocidade das informações no mundo contemporâneo?

São perguntas com muitas suposições e respostas complexas.

A capacidade de apreender a informação emitida pelo professor é inerente à capacidade de contextualização que o docente provê ao alunado. Quando este torna o conhecimento acessível, tão simplificado que o aluno se sente confortável para efetuar questionamentos que corroboram suas experiências e extrapolam a sala de aula, eis que a função do professor está em bom caminho. Este caminho pode – e deve – ser permeado pelas tecnologias na educação.

Discordo em uma parte que o autor cita “Aprendemos pelo prazer. Aprendemos porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de uma pessoa”. Aprender coisas novas é traumático pois o indivíduo é obrigado a desconstruir suas ideias e sair da zona de conforto. Conforme um texto de lógica de computação da Universidade do Algarve (2014/15):

“Aprender a aprender é uma competência fundamental que qualquer aluno universitário deve almejar. Certo, é mais fácil mantermo-nos na nossa zona de conforto e esperar que alguém nos diga: “siga os passos desta receita para obter o resultado X. Não terá de se preocupar com mais nada”. Mas isso tira-lhe muito valor como profissional. Se você apenas é competente a seguir os passos de uma “receita”, o que é que o diferencia de um profissional que trabalhe na Índia ou na China que também seja bom a executar receitas, mas a ganhar 10 vezes menos? É que “ajudantes de cozinha” há muitos, mas “bons cozinheiros” há poucos. E quando você faz exatamente a mesma coisa que outros milhões de profissionais fazem por este mundo fora, a única forma de ser competitivo é receber menos dinheiro pelo seu trabalho, já que há sempre alguém disponível para fazer o mesmo trabalho, por menos dinheiro…”.

(http://tutoria.ualg.pt/2014/pluginfile.php/67302/mod_resource/content/1/ApontamentosLogicaComputacao.pdf, página 02) Em 25.03.2016.

Por outro lado, é muito precisa a ideia de “aprender por necessidade” que o autor coloca, vez que não há uso mais adequado que o conhecimento adquirido de maneira aplicada. Afinal, o reino animal é mormente constituído pela capacidade de ensinar às próximas gerações através de exemplos combinado com tentativa e erro. Isso dá uma pista sobre o que deve ser um ambiente em que se utiliza as tecnologias de informação e comunicação (TIC).

O ambiente escolar é exíguo quanto aos recursos de fato dominados e utilizados pelo corpo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           docente e torna o aprendizado burocrático, monótono, cansativo. Num ambiente interativo com uso de TIC é de maior interesse do professor e alunos utilizarem-se de tecnologias que permitem contextualização com o conteúdo que é ensinado em sala de aula. Isto é importante. Quando os alunos se sentem fascinados ou lhes é desperta a curiosidade ou ainda algo que lhes é ensinado visivelmente se pode aplicar em seu cotidiano, o interesse multiplica-se e, por conseguinte torna-se este mesmo aluno vetor de novos conhecimentos.

Ao se pensar propriamente num modelo ideal de ambiente deve-se, antes de qualquer questão, pauta-lo no Projeto Político Pedagógico e, estando adequado a este projeto –  e a seu orçamento, observar algumas questões quanto ao próprio contexto escolar que se deseja aplicar, por exemplo, numa escola de ensino de primeiro e segundo segmento deve-se assegurar que os pais também conhecem e têm acesso às tecnologias que se submeterá às crianças, afinal, terão de possuir a supervisão dos adultos.

Quanto ao uso voltado aos cursos técnicos e superiores, o uso de laboratórios multimídia e complementos disciplinares é bastante adequado o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem para os alunos utilizarem em domicílio e possuírem um ambiente mais formal para interagir com o ambiente escolar, enquanto que em sala de aula se pode utilizar conteúdos mais abrangentes e inovadores, como é o caso dos TED Talks e muitos canais do Youtube enquanto pode-se pensar em trabalhos escolares que se utiliza Webquests que são informações investigadas pelos próprios alunos que trazem materiais para a  sala de aula, discutindo um mesmo assunto sobre prismas diferentes.