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A utilização pedagógica de tecnologias midiáticas torna o uso e controle de instrumentos catalisador de uma série de novas funções a ser desempenhado pelo sujeito de modo a sobrescrever ou, em muitos casos, diminuir a utilização de processos naturais, fazendo-se uso de ferramentas em detrimento a tais processos.

O desenvolvimento é visto como o resultado de um processo artificial de grande escala em que a intervenção dos instrumentos é a principal. Vygotsky chama este processo de mediação, entre artefatos e humanos e de cognição relacionada com o ambiente social.

Educadores necessitam de modelos epistemológicos e psicológicos para distribuir adequadamente as representações necessárias à compreensão da sua área de estudo de modo a acessar ao funcionamento cognitivo dos estudantes. Tais modelos também ajudam a justificar a importância do que estão a ensinar relacionando-se com uma geração mais midiática de que as anteriores.

A despeito da tecnologia, um novo modelo vem sido apresentado, onde referenciais teóricos mais próximos à concepção de Piaget e Vygotsky têm prevalecido por conta das teorias ultrapassadas acerca das teorias pragmáticas sobre cognição. Para Piaget, a ação deve gerar produção de conhecimento, enquanto conhecimento é processado e utilizado pelo sujeito ao arguir utilitários transformadores de seu ambiente. Esta é à base do modelo de instrumentação psicológica em que os processos cognitivos presentes nos artefatos, progressivamente agregam valores instrumentais à interação física e mental com o ambiente social.

Com estas dimensões (pragmática e de ferramentas) tornam-se importantes professores compreenderem cognição em contextos tecnológicos.

 

Referências:

 

 

GADOTTI, M. A escola e a pluralidade dos meios. Revista Escola & Comunicação,

Rio de Janeiro, FRM, n.6, 1994.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 6. Ed. Trad. José Cipolla Neto, Luis S. M. Barreto e Solange C. Afeche. São Paulo: M. Fontes, 1998.

 

PELLEGRINI, M. C. Vontade de saber história, 7º ano. 1. Ed. São Paulo: FTD, 2009

 

STARLING, B.P. A dinâmica do sistema feudal e o surgimento das cidades. Disponível em: https://is.gd/1ZBaFj . Consultado em 02 de março de 2017.

 

Com a ajuda da Simone Moreno