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INTRODUÇÃO

Este é um resumo do trabalho que pretende investigar maneiras que possam tornar o ensino da informática mais eficaz, eficiente e efetivo.

O objetivo geral é investigar possíveis abordagens no ensino de informática de modo a permitir que docentes possam utilizar métodos adequados à pluralidade de necessidades dos discentes  de cursos do segmento de ensino médio e técnico.

As especificidades que permeiam este trabalho são: verificar se o conhecimento pretendido pela disciplina informática, lecionada em cursos do segmento de ensino médio e técnico, está adequado à realidade que este será aplicada; elicitar as necessidades e expectativas dos discentes quanto à disciplina de informática; discernir as necessidades mercadológicas quanto aos profissionais egressos dos cursos mencionados e investigar a relação existente entres os currículos escolares e a estratégia dos profissionais de modo a alcançar êxito quanto às necessidades discentes e mercadológicas na educação tecnológica de informática.

Este trabalho justifica-se pois o ensino de informática é tarefa desempenhada por um público docente da área de educação mas sem formação adequada na área de informática, outros da área de informática mas sem formação adequada na área de educação, enquanto alguns possuem ambas as formações. Este trabalho visa investigar os sujeitos e ambientes que as interfaces de lecionar informática no ensino médio e técnico se deparam de modo a verificar possibilidades de abordagens e práticas em ambientes de aprendizagem heterogêneos para públicos igualmente heterogêneos.

 

REVISÃO DE LITERATURA E METODOLOGIA

A dialética existente entre aprender e ensinar é algo que profissionais da área da educação constantemente se deparam.

Aprendizagem é, em sua essência, “o processo pelo qual o sujeito adquire informações, habilidades, atitudes, valores e etc. a partir do seu contato com a realidade, o meio ambiente e as outras pessoas” (OLIVEIRA,1993) ou ainda para VYGOTSKY (2007) “(…)o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas”. Tais definições não são absolutas, havendo diversas teorias que por si explicam partes do que é aprendizagem em um contexto histórico, entretanto limitado, portanto, deve-se analisar as Escolas que tratam do tema aprendizagem: Behaviorista, Cognitiva, Humanista e Sócio cultural.

Ensinar tem uma relação antagonista com aprender para VYGOTSKY (2003) pois

“(…) não se pode educar a outrem [diretamente]. Não é possível exercer uma influência direta e produzir mudanças em um organismo alheio, só é possível educar a si mesmo, isto é, modificar as reações inatas através da própria experiência (…) por isso, o professor desempenha um papel ativo no processo de educação: modelar, cortar, dividir e entalhar os elementos do meio para que estes realizem o objetivo buscado”.

Desta forma, torna-se fundamental a investigação de maneiras de se elucidar as visões e estratégias de ensinar das Escolas que tratam o tema aprendizagem contrapondo suas abordagens com o tema ensino.

Para estabelecer o diálogo entre aprendizagem e ensino, a consulta de autores como OLIVEIRA (1993), ALMEIDA (2005), AUSUBEL (1980), BIGGE (1977), BRUNER (1969 e 1973), GAGNÉ (1980), GARDNER (1999), HILDGARD (1973), PIAGET (1972), SKINNER (1972), THORNDIKE (1910), VYGOTSKY(2001, 2003 e 2007), entre outros, torna-se necessária.

Um dado pode ser definido como “sucessões de fatos brutos, que não foram organizados, processados, relacionados, avaliados ou interpretados, representando apenas partes isoladas de eventos, situações ou ocorrências” (CÔRTES, 2008) ou ainda como “uma seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis” (SETZER, 1999). Ainda segundo SETZER processamento de dados gera a informação,para DAVENPORT, (2000)  “informações que foram analisadas e avaliadas sobre a sua confiabilidade, sua relevância e sua importância” geram conhecimento pois “O Conhecimento é uma abstração interior, pessoal, de algo que foi experimentado, vivenciado, por alguém. Nesse sentido, o conhecimento não pode ser descrito; o que se descreve é a informação” (SETZER,1999).

Retorna-se portanto à dualidade existente entre Aprendizagem e Aprender, neste momento também passível de análise na relação entre Informação e Conhecimento.

A análise das relações existentes entre informação e conhecimento é tratada por diversos autores, entre os consultados estão DAVENPORT(2000), DHAR e STEIN(1997), POLLONI (2000), SETZER (1999), entre outros, enquanto um perfil comportamental pode ser observado em MARCONTES FILHO (1994) e LEVY (1996 e 2009) ao tratar sobre cultura e sociedade em contextos cibernéticos e tecnológicos.

A relação entre informática e educação é onde interseccionam-se ao os pontos de Aprendizagem, Aprendizado, Informática e Conhecimento, podendo-se para assim utilizar a nomenclatura Informática em educação que é contextualizada por MORAES (1998) ao afirmar que “(…)escolas que utilizam computadores no processo de ensino-aprendizagem apresentam melhorias nas condições de estruturação do pensamento do aluno com dificuldades de aprendizagem, compreensão e retenção.” . Neste contexto é adequado verificar autores como BABIN (1989), SANTOS (2001),  BELLONI (2000), entre outros.

Quanto a relação entre docentes e discentes, autores como MORAN (2000), GUTIERREZ (1984), SILVA (2000) e BACCEGA (2001) demonstram exemplos de inovações e interações entre as interfaces relacionadas.

O currículo escolar analisa autores como BURNHAM(2000), SEVERINO et FAZENDA(2003), CORDÃO (2011) e WEISZ(2006) que tratam da verificação do currículo aplicado ao mercado de trabalho e a relação de formação Cidadão-Trabalhador também verificada como primordial para os Parâmetros Curriculares nacionais BRASIL (1995, 1998 e 2002).

Tais investigações culminam na análise dos ambientes de aprendizagem e suas características tecnológicas e educacionais onde para MOREIRA(2007)

“O ambiente de aprendizagem escolar é um lugar previamente organizado para promover oportunidades de aprendizagem e que se constitui de forma única na medida em que é socialmente construído por alunos e professores a partir das interações que estabelecem entre si e com as demais fontes materiais e simbólicas do ambiente”.

Desta forma, a análise de abordagens de informática em educação torna-se necessária para investigar possíveis diferenças entre formas de ensino em que se utiliza o computador e outras que não o utilizam. Tais possibilidades demonstram-se em diversos pontos por autores, como ALAVA (2002), CAPRA (1997), PETERS (2001), PALLOF et PRATT(2004) e LOISELLE (2002), entretanto não se limitam à análise de abordagens possíveis quanto a metodologias mas a estudos de ambientes de aprendizagem e estudos de caso em que profissionais deparam-se com situações extraordinárias, desta maneira, para proceder à coleta de informações e o processo de análise será efetuada revisão bibliográfica de autores, aliada a questionários direcionados a professores e alunos de cursos de saúde e profissionais de saúde já formados, com objetivo de verificar quais as opiniões desses em relação aos temas abordados em suas formações profissionais e suas interfaces com relação ao uso de informática educativa, além de obter destes mesmos sujeitos opiniões e sugestões  de melhorias quanto ao aprendizado que tiveram ou, no caso dos docentes, do ensino que promovem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALAVA, S. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais ? Porto Alegre:Artmed, 2002.

AUSUBEL, D.P., NOVAK, J.D., HANESIAN, H. Psicologia educacional. Rio de Janeiro. Interamericana, 1980.

BABIN, Pierre, KOULOUMDJIAN, Marie France. Os novos modos de compreender: a geração do audiovisual e do computador. São Paulo, Ed. Paulinas, 1989.

BACEGA, Maria Aparecida. “A construção do campo da comunicação/educação: alguns caminhos”. In Comunicação e educação, Revista da ECA/USP, s/d.

BELLONI, Maria Luiza. O Que é Mídia-Educação. Campinas/SP, Ed. Autores Associados, 2000.

BICUDO, Maria Aparecida Viggiani & GARNICA, Antoni

BORDENAVE, J.D. e PEREIRA, A.M. Estratégias de Ensino-Aprendizagem. Petrópolis. Ed. Vozes,1989.

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BRUNER, J. S. Uma nova teoria da aprendizagem. Rio de Janeiro, Bloch, 1969.

BRUNER, Jerome. S. Introdução. In: VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

BURNHAM, Teresinha Fróes. O Currículo Necessário para a Formação do Cidadão Trabalhador. N.30, 2000

CAPRA, F. O ponto demutação. 20.ed. São Paulo: Cultrix, 1997.

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CÔRTES, P.L. (2008) Administração de Sistemas de Informação. São Paulo: Saraiva

CUNHA, Marcus Vinicius da. A psicologia na educação: dos paradigmas científicos às finalidades educacionais. Rev. Fac. Educ., São Paulo, v. 24, n. 2, jul. 1998 .

DAVENPORT, Thomas H., Ecologia da Informação, Editora Futura, São Paulo, 2000

DHAR, Vasant e STEIN, Roger, Seven Methods for Transforming Corporate Data into Business Intelligence, Prentice-Hall, New York – 1997.

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LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996.

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MARCONTES FILHO, Ciro. A sociedade tecnológica. São Paulo. Ed. Scipone, 1994.

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MOREIRA, Adelson F. Ambientes de Aprendizagem no Ensino de Ciência e Tecnologia. Belo Horizonte: CEFET-MG, 2007. Notas de aula

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NORTON, Peter. Introdução à Informática. Ed. Makron Books, 2005.

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SETZER, V. W. Dado, Informação, Conhecimento e Competência, Disponível em: <www.ime.usp.br/~vwsetzer> Acessado em 04 de janeiro de 2015

SEVERINO, Antônio J. e FAZENDA, Ivani C. A. (Org). – Políticas Educacionais: o ensino nacional em questão. 192 págs. 1ª edição, São Paulo: Papirus, 2003.

SILVA. Jamile Borges da. Percorrendo fluxos de sentido: o hiperespeço do currículo. R. B. A identidade docente no contexto multicultural: implicações para o fazer pedagógico. N.30, 2000.

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SKINNER, B.F. Tecnologia do ensino. São Paulo, Herder, 1972.

SKINNER, Burrrhus Frederic. (1972). Tecnologia do ensino. (Rodolpho Azzi,Trad.). São Paulo: Herder, Ed. da universidade São Paulo, 1972.

TEDESCO, Juan Carlos. O novo pacto educativo. Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna. São Paulo, Ed. Ática, 1998.

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VASCONCELLOS, Maria José Esteve. Pensamento Sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas/SP, Ed. Papirus, 2003.

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VYGOTSKY, L. S. A Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

VYGOTSKY, L. Psicologia pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 133 págs. 2ª edição, São Paulo: Ática, 2006.

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No contexto atual é um exercício de resistência do corpo docente tentar deixar de utilizar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) em sala de aula. Nomeadamente a internet. Foi-se o tempo em que alunos e professores necessariamente tinham de estar no mesmo ambiente físico para produzirem uma aula. Foi-se o tempo em que os alunos utilizavam o conhecimento do professor exclusivamente como fonte de saber. Foi-se o tempo em que o professor continuava a ensinar as mesmas fórmulas independente do passar do tempo.

Possivelmente nas últimas décadas houve a introdução de diversas tecnologias e se pode comparar as mudanças da época em que os alunos deste curso estudaram para a época atual e a diferença já é grande. Deve-se investigar o conhecimento de tecnologia e talvez a questão de seu uso sob o espectro dos resultados obtidos com este uso, não somente pela maneira como se utiliza. Isto não é tarefa fácil, vez que as mudanças ocorrem a cada momento e, na educação tais resultados são colhidos a médio e longo prazo.

Portanto, pela falta de evidências concretas, apesar do enorme número de relatos de caso, estudos e artigos sobre o assunto, não há qualquer ligação comprovada entre tecnologia de informação e melhorias na aprendizagem. Evidente que há escolas que utilizam tecnologia eficientemente, consequentemente obtendo melhores resultados. Ao mesmo tempo, porém, não é o mesmo que comprovar que a tecnologia ajuda o aprendizado em si.  Não é a tecnologia que faz a diferença, são os professores.

A revolução na maneira que as crianças aprendem não necessariamente acontece pela utilização das tecnologias, vez que quando as tecnologias são utilizadas, mais o professor deve utilizar técnicas tradicionais, em outras palavras, tem de se especializar mais, conhecer mais. Um exemplo disso é o quadro interativo. É interativo, todavia independente da maneira que se visualize reforça em muito a ideia do professor na frente, de pé, em frente a turma, portanto, o domínio das técnicas pedagógicas devem permear o conduzir da aula deste profissional.

Há uma certa ironia no fato de que quando se possui acesso a todo tipo de tecnologia interativa o quadro interativo é uma versão glorificada do tradicional quadro negro. Este tipo de tecnologia torna o estudante um receptor passivo, ao invés de um participante ativo no processo de aprendizagem. Estudantes estão, em sua maioria, habituados à utilização da tecnologia, a serem pioneiros e utilizadores ativos de tais tecnologias. Fora da sala de aula.

O uso da internet revolucionou a maneira de pensar no contexto de sala de aula pois ao professor, permite uma variedade de abordagens ao conteúdo abordado, por consequência, um maior número de alunos atingidos por essa maneira de demonstrar o mesmo assunto. Permite ainda a extensão da sala de aula para o mundo externo, quer através de experimentos, quer através do próprio material didático que se torna mais dinâmico, interativo e de sobremaneira orientado aos interesses propostos em sala de aula.

Aos alunos o uso de TIC torna o contexto escolar mais instigante pois permite-o explorar “universos” muito para além da sala de aula, propondo perguntas e obtendo respostas que fornecem um maior conhecimento acerca do objeto estudado, fazendo inclusive ligações em contextos diversos àqueles abordados em sala de aula, trazendo muitas vezes para a sala de aula novas propostas de olhar sobre um determinado assunto, o que faz o ensino cotidiano tornar-se mais interessante aos discentes e docentes.

A abordagem em sala de aula acerca de conteúdos muda muito com o uso de TIC, em muitos casos muda até mesmo o conceito de sala de aula que deixa de ser um local físico mas pode literalmente ser qualquer lugar; muda o conceito de alunos pois se pode simultaneamente ter uma aula virtual para apenas um indivíduo ou se pode ter uma abordagem em redes sociais e de vídeos onde se tem milhares de alunos simultaneamente; muda o conceito de professor que não mais é o detentor austero de todo o conhecimento mas muito mais através de técnicas de ensino demonstra abordagens melhores sobre cada tópico da sala de aula, registra as referências adequadas para cada assunto e contextualiza os assuntos teóricos de maneira pautada e abrangente.

Deve-se observar frequentemente em sala de aula quando há uso das TIC a alternação de metodologias tradicionais e novas maneiras de abordar os mesmos assuntos com a utilização de TIC, além de um engajamento do corpo docente, de modo a enriquecer os conteúdos, encorajar os estudantes a aprofundar o conhecimento e expandi-lo através do uso das tecnologias, guiando-o sempre que necessários de maneira que os próprios discentes tomem posse do conhecimento que estão a adquirir

Desta maneira é possível concluir que não é a tecnologia em si o fator preponderante e decisivo, mas como esta é utilizada pois o investimento não deve ser em equipamentos mas em investir nos professores a confiança e competência de explorar tais tecnologias. Isto requer uma nova maneira de pensar no ensino e um melhor aproveitamento das oportunidades possibilitadas pela tecnologia.

Reprodução do Facebook

 

Uma mãe, identificada apenas Ericka, publicou em página do Facebook uma foto do filho que está passando pelo tratamento de quimioterapia após a descoberta de um câncer. Na imagem, o garoto aparece se apoiando na bancada de um banheiro com a expressão de dor.

Logo depois, no post, a mãe explica o motivo de dividir essa imagem com outras pessoas no planeta. O post já foi compartilhado mais de 73 mil vezes e recebeu cerca de 355 mil curtidas. Confira a tradução:

“Para todos que estão combatendo o câncer ou enfrentando a quimioterapia. Para todo que estão passando por essa horrível doença. Em breve, vai ficar muito real, muito difícil e muito rápido. A foto que estou postando é dessa manhã. E antes que você grite ou chore dizendo “por que ela está mostrando essa foto dele, essa inconveniência”, bem… 1. Não mostra mais do que ele de fralda; 2. porque a vida não é sempre politicamente correta e bonita, é real. A vida não é bonita e o câncer destrói uma pessoa.

Essa foto foi de hoje de manhã quando carreguei Drake ao banheiro. Sim, ele está de fralda porque 75% das vezes não consegue controlar as idas ao banheiro. Isso é ter pele e osso, porque eu imploro para ele para comer UM feijão ou beber um copo de água durante o dia. Isso é ter o seu filho dormindo com você à noite, porque ele está com medo de que algo aconteça e ele possa estar sozinho — e quando digo algo, quero dizer morrer.

Isso é ter uma conversa com uma criança de 10 anos, perguntando se quando ele morrer, ele vai para o céu e poderá ver o pai e, talvez, será capaz de brincar e falar. Isso é ele ficando muito fraco para sair da cama ou andar, o que faz ser necessário carregá-lo ou andar de cadeira de rodas.

Isso é ele dormindo quando alguém conversa com ele, porque está muito exausto. Isso é ele, vomitando a cada medicamento que eu dou e ver que saiu seco, porque o estômago está vazio, exceto por uma colher de iogurte que eu dei com as pílulas. Isso é ter que tomar 44 pílulas na semana passada em menos de 24 horas. Isso é ele dizendo: ‘Mãe, eu não vou conseguir’.

Isso é ele não querendo ser tocado porque dói muito e ter que usar morfina durante o dia. Isso é ele me dizendo que está assustado e que não vai chegar ao 11º aniversário. Isso é ele e eu, quando digo que vou continuar lutando quando ele não puder mais. Isso é ele e eu, e nosso mundo.

Isso é ele, Drake, Stinky Joe, meu mundo inteiro. Do momento que eu soube que estava grávida até o infinito, ele tem sido a minha razão de viver. Ele é meu sorriso, meu amor, meus batimentos cardíacos. Ele também é minhas lágrimas, minha dor no coração, minha preocupação. Ele é minha vida.

#AmeOQueImporta”

 

 

O original

“For anyone battling cancer or enduring chemotherapy. For anyone going through this horrible disease. It is about to get real, real hard and real quick. The picture I’m posting is from this morning, and before you scream and cry ‘why would she post a picture of him in a pull up, the indecency’, well 1. It doesnt show more than swimming jammers would and 2. Because life is not always politically correct and pretty, it is real. Life isn’t pretty, and cancer destroys a person.… Ver mais

 

FONTE: http://www.metropoles.com/mundo/mae-mostra-filho-sofrendo-com-cancer-e-faz-forte-texto-sobre-a-doenca

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O aspecto que mais me interessou em toda a disciplina foi especialmente a aplicação de Tecnologias de Informação e Comunicação. Meu particular interesse foi nessa área pois sou profissional de informática. Em especial para este exercício gostaria de responder a algumas perguntas efetuadas no material pois internamente eu mesmo me fiz tais questões durante ao lê-lo e respondi-as da maneira que se segue.

O QUE CARACTERIZA UMA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE?

A educação profissional de qualidade é aquela que atende às mesmas expectativas que se deseja em um grande projeto: Eficiente, eficaz e efetiva. Seguindo a esta lógica, a educação deve ser efetuada em um tempo adequado às necessidades do aluno e da escola simultaneamente, levando em conta as necessidades do mercado de trabalho. Deve ainda ser capaz de atingir aos aspectos curriculares fundamentais de modo pleno e a todos os alunos de maneira individual mas ainda assim, com o máxima performance possível ao grupo, por fim, deve traduzir-se em algo que eleve o educando a um patamar de consciência de seu papel social em que o permita exercer a cidadania de modo completo e perene. Em termos simplificados, a educação profissional deve ser um agente transformador na vida dos indivíduos envolvidos no processo de educação.

COMO DEVE SER UMA ESCOLA PROFISSIONALIZANTE?

A escola profissionalizante deve conciliar a prática e a teoria de modo que o cidadão possa estabelecer a ponte entre sua realidade individual e a realidade do mercado de trabalho através de uma educação teórica que compreenda aspectos voltados à prática profissional, com embasamento suficiente para que permita a este aluno evoluir profissionalmente e alcançar o máximo possível e esperado por si e pela sociedade, além disso deve ter laboratórios, visitas supervisionadas e estágios que situem o aluno na profissão de modo que este perceba quais os principais desafios a serem enfrentados após a formação.

QUAL O PERFIL DO ALUNO QUE DEVEMOS FORMAR?

O termo consciência é válido aqui mas torna-se de aspecto amplo ao tratar de consciência social (moral) que permite ao aluno compreender a sociedade ao seu redor e seu papel nesta sociedade e também a autoconsciência que transforma seus anseios e permite-o ser um indivíduo empático quanto aos outros profissionais e pessoas de maneira geral, assim, realizando  seu papel social e chegando à autorrealização.

QUAL É O PERFIL DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NESSA ESCOLA, NOTADAMENTE, O DO PROFESSOR?

O professor tem o papel transformador e, é ele quem deve servir de exemplo aos alunos, através da honestidade quanto ao que lhes ensina e às necessidades daquilo que lhes é ensinado. Deve ainda ser a principal fonte de inspiração aos alunos e em todos os aspectos ser cônscio de que é responsável pela visão de mundo do trabalho que seus alunos terão. Em outras palavras, é ao professor que os alunos olharão e verão do que são capazes de alcançar.

COMO DEVE SER O PROCESSO DE GESTÃO DO PROCESSO EDUCATIVO?

Tal gestão deve ter objetivos e ainda assim ser plenamente participativo mas guiado. A visão de que o professor é a fonte detentora de todo o poder não é mais real a partir do momento que a gestão do conhecimento e algo plenamente universal (em especial com o uso da internet e fontes de comunicação). O professor é aquele que deve gerenciar que conteúdos e de que maneira estes conteúdos devem ser explorados, mais ainda, deve guiar aos alunos de modo que alcancem com êxito os objetivos almejados por si e previstos pelo currículo escolar.

 

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Muito se fala acerca do receio da presença do computador e outros ambientes multimídia em sala de aula e o quanto estes ambientes de fato contribuem com o ensino. Um exemplo prático é o Youtube. Esta rede social de vídeos permite a troca de informação e em muitos casos o aprofundamento em conteúdos tão diversos quanto especializados, a maneira não indexada que o conteúdo se apresenta aliada à falta de mediação de um profissional de educação torna tais conteúdos mal aproveitados e, em geral, colocados de maneira inadequada ao público pode se tornar ao invés de algo benéfico, profícuo. O mesmo acontece com a Wikipedia, que contém muito conteúdo sobre todos os assuntos, porém, carece da validação e rigor adequados ao contexto acadêmico.

O contexto audiovisual e midiático possível com a dinamicidade permitida pelo uso das tecnologias de informação e comunicação disponíveis é inegável, todavia, ao docente cabe algumas perguntas: Ele conhece as possibilidades? Domina as tecnologias disponíveis? Tornou-se por acaso dependente desta tecnologia?

São questionamentos que têm haver com o cotidiano escolar e seus desafios prementes. Ora, como o professor pode aplicar as possibilidades em uma escola sem recursos? Como pode dominar as tecnologias se não lhe é provido acesso, capacitação e estes recursos? A dependência da tecnologia não teria haver com alguma falta de preparo das aulas ou até mesmo de uma incapacidade de acompanhar a velocidade das informações no mundo contemporâneo?

São perguntas com muitas suposições e respostas complexas.

A capacidade de apreender a informação emitida pelo professor é inerente à capacidade de contextualização que o docente provê ao alunado. Quando este torna o conhecimento acessível, tão simplificado que o aluno se sente confortável para efetuar questionamentos que corroboram suas experiências e extrapolam a sala de aula, eis que a função do professor está em bom caminho. Este caminho pode – e deve – ser permeado pelas tecnologias na educação.

Discordo em uma parte que o autor cita “Aprendemos pelo prazer. Aprendemos porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de uma pessoa”. Aprender coisas novas é traumático pois o indivíduo é obrigado a desconstruir suas ideias e sair da zona de conforto. Conforme um texto de lógica de computação da Universidade do Algarve (2014/15):

“Aprender a aprender é uma competência fundamental que qualquer aluno universitário deve almejar. Certo, é mais fácil mantermo-nos na nossa zona de conforto e esperar que alguém nos diga: “siga os passos desta receita para obter o resultado X. Não terá de se preocupar com mais nada”. Mas isso tira-lhe muito valor como profissional. Se você apenas é competente a seguir os passos de uma “receita”, o que é que o diferencia de um profissional que trabalhe na Índia ou na China que também seja bom a executar receitas, mas a ganhar 10 vezes menos? É que “ajudantes de cozinha” há muitos, mas “bons cozinheiros” há poucos. E quando você faz exatamente a mesma coisa que outros milhões de profissionais fazem por este mundo fora, a única forma de ser competitivo é receber menos dinheiro pelo seu trabalho, já que há sempre alguém disponível para fazer o mesmo trabalho, por menos dinheiro…”.

(http://tutoria.ualg.pt/2014/pluginfile.php/67302/mod_resource/content/1/ApontamentosLogicaComputacao.pdf, página 02) Em 25.03.2016.

Por outro lado, é muito precisa a ideia de “aprender por necessidade” que o autor coloca, vez que não há uso mais adequado que o conhecimento adquirido de maneira aplicada. Afinal, o reino animal é mormente constituído pela capacidade de ensinar às próximas gerações através de exemplos combinado com tentativa e erro. Isso dá uma pista sobre o que deve ser um ambiente em que se utiliza as tecnologias de informação e comunicação (TIC).

O ambiente escolar é exíguo quanto aos recursos de fato dominados e utilizados pelo corpo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           docente e torna o aprendizado burocrático, monótono, cansativo. Num ambiente interativo com uso de TIC é de maior interesse do professor e alunos utilizarem-se de tecnologias que permitem contextualização com o conteúdo que é ensinado em sala de aula. Isto é importante. Quando os alunos se sentem fascinados ou lhes é desperta a curiosidade ou ainda algo que lhes é ensinado visivelmente se pode aplicar em seu cotidiano, o interesse multiplica-se e, por conseguinte torna-se este mesmo aluno vetor de novos conhecimentos.

Ao se pensar propriamente num modelo ideal de ambiente deve-se, antes de qualquer questão, pauta-lo no Projeto Político Pedagógico e, estando adequado a este projeto –  e a seu orçamento, observar algumas questões quanto ao próprio contexto escolar que se deseja aplicar, por exemplo, numa escola de ensino de primeiro e segundo segmento deve-se assegurar que os pais também conhecem e têm acesso às tecnologias que se submeterá às crianças, afinal, terão de possuir a supervisão dos adultos.

Quanto ao uso voltado aos cursos técnicos e superiores, o uso de laboratórios multimídia e complementos disciplinares é bastante adequado o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem para os alunos utilizarem em domicílio e possuírem um ambiente mais formal para interagir com o ambiente escolar, enquanto que em sala de aula se pode utilizar conteúdos mais abrangentes e inovadores, como é o caso dos TED Talks e muitos canais do Youtube enquanto pode-se pensar em trabalhos escolares que se utiliza Webquests que são informações investigadas pelos próprios alunos que trazem materiais para a  sala de aula, discutindo um mesmo assunto sobre prismas diferentes.

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Há dois paradigmas interessantes que se pode explorar com a proposta do trabalho: A maneira que as gerações aprendem e o paradigma da cognição e aprendizagem através de tecnologia ambos estão relacionados e podem ser utilizados por profissionais da educação para melhorar o desempenho em sala de aula pois quando o profissional utiliza-se de tal maneira a observar seus alunos consegue uma interação maior e desperta o interesse específico dos seus alunos.

A teoria sociológica do distanciamento entre gerações ocorreu a partir da década de 1960, em que foi cunhada a expressão Baby Boomers, que em uma primeira instância era pautada pela contracultura em termos de valores, música, forma política de pensar e crenças de maneira geral. O termo mais moderno utilizado pelos especialistas é “Segregação institucional etária” em que houve uma divisão do ciclo de vida e três níveis: Infância, vida adulta e aposentadoria. Quando algum desses grupos etários insere-se em um desses ciclos e em suas atividades, estes indivíduos isolam-se fica e psicologicamente das pessoas de outras gerações, com pouca ou nenhuma interação, criando barreiras em nível social e no núcleo familiar. No artigo de 2013 intitulado “Hunting the Yeti and Shooting Zombies: in search of ‘intergenerational cultures of worklessness’, Critical Social Policy” (MACDONALD, R., SHILDRICK, T. and FURLONG, A. (2013)) os autores observam as diferenças entre as gerações e a maneira que a transição da juventude à vida adulta separam-se mutuamente umas das outras em termos familiares e em situações sociais (escolas, clubes, trabalho, etc.).

É possível verificar algumas nomenclaturas para estas gerações:

  • Geração perdida – Nascidos entre 1883 e 1900.
  • Geração grandiosa – Nascidos entre 1900 e 1924.
  • Geração silenciosa – Nascidos entre 1925 e 1942.
  • Baby boomer – Nascidos entre 1946 e 1964.
  • Geração X – Nascidos entre 1964 e 1979.
  • Geração Y – Nascidos entre 1980 e 1999.
  • Geração NET – Nascidos após 2000.

Cada uma dessas gerações possui uma maneira diferente de aprender e comportar-se, portanto, um professor que está a frente de um aluno da geração NET mas que – de certo – não é membro daquela geração decerto tornar-se-á muitas vezes um obstáculo ao aprendizado se não compreender a maneira que este aluno “vê o mundo”.

É perfeitamente normal que professores e estudante não sejam da mesma idade. Em contraste com outros setores da sociedade a educação possui uma característica distintiva em que na maior parte das vezes e recorrentemente os profissionais (professores) são mais velhos que os clientes (alunos). Pode-se pensar que a educação possui um diálogo institucionalizado entre as gerações, como o espaço social em que estes interagem. Através da educação, sociedades transmitem conhecimento, habilidades, cultura e valores de uma geração para a próxima. De maneira geral, alunos não são recipientes passivos do conhecimento e valores das gerações anteriores, mas também transformam e constroem tais conhecimentos, o que influencia de sobremaneira o desenvolvimento das sociedades. Especialmente em um período de rápida mudança social o diálogo entre as gerações é premente para garantir que nenhuma geração atinja algum grau de obsolescência enquanto ainda é produtiva, tornando-a marginal simplesmente por existir.

Por um ponto de vista educacional os professores são uma variável importante na qualidade dos ambientes de aprendizagem. Idealmente, estudantes devem ser capazes de interagir com uma variedade de gerações de professores. Cada grupo adiciona dimensões específicas ao processo de aprendizagem. Professores mais velhos apresentam qualidade associada à sua experiência, ambos permeados pela experiência profissional associada à experiência de vida. Jovens professores trazem inovação associada ao treinamento recente associados ao entusiasmo da própria juventude. Adolescentes, de maneira geral, identificam-se e conectam-se com os professores mais jovens e esperam que estes possuam uma melhor compreensão de sua “visão de mundo” e os desafios relacionados a amadurecer em sociedades modernas. Os sistemas educacionais beneficiam-se de uma distribuição etária balanceada entre professores.

Uma questão que se deve refletir é sobre a comunicação. O “gap” entre gerações sempre existirá, enquanto professores certamente terão que – dentre suas muitas tarefas –  encontrar tempo para coordenar e compreender a maneira que seus estudantes pensam – ou ao menos quais são suas expectativas. Independente do professor conseguir ou não se adaptar rapidamente, sua aproximação com os estudantes deve ser tamanha que os próprios alunos não percebam esta diferença cultural e etária. Se os alunos têm de se desenvolver em um mundo de mudanças dinâmicas e aceleradas os professores devem estar prontos para aceleram o desenvolvimento acadêmico de acordo com as necessidades destes alunos.

No momento atual a sala de aula tornou-se um local em que diversas gerações interagem na mesma sala de aula, onde alguns alunos são mais velhos que seus professores e em que há uma interseção de conhecimentos com maneiras de aprender, ensinar e se comportar totalmente diversas, eis o desafio cognitivo em si.

Na tentativa de gerenciar as expectativas de uma classe heterogênea em que os alunos da geração Baby Boomer utilizam a filosofia “Faça a diferença”, alunos da geração X terão como valores “Faça de maneira divertida”, enquanto alunos das gerações Y e NET terão como fundamento “Faça ter significado”. Enquanto o docente conectar-se-á a uma geração em detrimento das outras presentes, eis a necessidade do preparo em compreender as idiossincrasias geracionais e o escopo cognitivo de cada qual.

Num contexto de Educação a Distância a relação entre tecnologia cognição e aprendizagem deve estar relacionado. Tal paradoxo é estudado tanto pela teoria educacional quanto pela área de desenvolvimento de software. Tal visão multidisciplinar permite a profissionais de ambas as áreas estudarem métodos para aceleração de aprendizagem e inclusão tecnológica a pais, professores e alunos, integrando-os em um ambiente único e ainda assim multidisciplinar.

Apesar da expansão da internet, as tecnologias síncronas e assíncronas dividem a maneira como a informação chega aos alunos. Enquanto na aprendizagem síncrona todos os participantes estão presentes ao mesmo tempo, independente de onde estes participantes estão presentes (via webconferência, televisão instrucional, chat, etc), na aprendizagem assíncrona os participantes acessam aos materiais de maneira flexível quanto às suas agendas. Estudantes não possuem necessidade de estar juntos simultaneamente e as ferramentas disponíveis são email, fóruns, vídeos e áudios, materiais impressos, entre outros.

Ambos os métodos podem e devem ser combinados pois quanto às questões geracionais aquelas mais antigas vão preferir tecnologias síncronas, enquanto as gerações mais novas preferirão tecnologias assíncronas.  Aqui o contraste da TV ao vivo vs Youtube. Tal interatividade chama-se aprendizagem híbrida e está a ser utilizada em diversos cursos de universidades abertas.

O ensino a distância pode ser também utilizado de maneira interativa através de radio, mundos virtuais, jogos, webinars, podcasts e outras referências de EAD. A psicologia de mídia e os estudos de mídia evoluíram como campo de estudos com principal objetivo de compreender o comportamento e implicação da mídia desde 2002 (Burns, Mary. Distance Education for Teacher Training: Modes, Models and Methods. 2012).

Educação a distância pode expandir o acesso à educação e treinamento para a população em geral pois permite uma agenda flexível com a relação de tempo e questões pessoais levadas em conta exatamente pela questão da distância. Algumas atividades permitem um aprofundamento maior quanto às capacidades da educação tradicional por conta do potencial para acesso privilegias a mais especialistas no campo e a outros estudantes de áreas geográficas, sociais, culturais e economicamente distâncias, além de campos experimentais. A população, de maneira geral, torna-se mais envolvida além da idade escolar normal, instituições podem se beneficiar financeiramente e adultos podem aprender no mundo dos negócios. A educação a distância pode agir como catalisador para inovação institucional e e tão efetiva quanto programas de aprendizagem presencias, especialmente se o instrutor possui conhecimento e habilidades coerentes.

A educação a distância pode prover um método de comunicação amplo no campo da educação. Com tantas ferramentas e programas que os avanços tecnológicos têm a oferecer, comunicação parece melhorar entre estudantes e professoras, da mesma maneira que estudantes, professores e companheiros de sala. A melhoria educacional em comunicação, particularmente comunicação entre estudantes e colegas de classe é uma melhoria que implementada para prover aos estudantes de EAD as mesmas experiências e oportunidades que estes teriam na educação pessoal. Tais melhorias feitas na educação a distância provêm dos constantes avanços tecnológicos. A comunicação online permite a estudantes associarem-se a programas de estudo através do mundo todo tanto quanto podem estudar em uma escola física. Com esta oportunidade um conjunto de maneiras diferentes de pensar é apresentado ao estudante e a sua comunicação com outros colegas de classe torna-se mais dinâmica causando uma maior troca de experiências. Os benefícios têm haver com os estudantes possuírem a possibilidade de combinar novas opiniões com as suas próprias e desenvolverem um sólido fundamento para o aprendizado. Há estudos que demonstram que quando os estudantes tornam-se conscientes das variações da interpretação e construção do significado entre um grupo de pessoas, estes são capazes de construir significado pessoal do assunto estudado, o que pode ajudar estudantes a se tornarem mais capazes de aprenderem por pontos d vistas diferentes. O aumento de estudantes capazes de construir efetivamente uma relação com outros estudantes e instrutores durante o curso deve ser uma das tarefas para os estudantes cumprirem em todos os currículos EAD, conforme faz-se aqui no próprio curso através dos fóruns.

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