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O planejamento trata das implicações das decisões que se toma atualmente, portanto, quanto aos fundamentos do planejamento é importante levar-se em conta diversos aspectos. Assim, qualquer atividade realizada sem planejamento leva a situações inesperadas, portanto, inexoravelmente à frustração. O planejamento na educação não deve ser diferente: Deve ser diligente quanto a seus objetivos e passível de medição quanto a seus objetivos.

É possível dizer que o processo de estruturar objetivos, definir metas, identificar as situações é algo natural ao ser humano inserido na sociedade e, por questões do âmbito profissional, o planejamento na educação se transforma de modo a procurar garantir uma maneira mais adequada de atender às necessidades que o estudante terá quando ingressar no mercado profissional.

Em outros momentos da história humana a educação profissional era vista como exclusivamente algo em que um aprendiz tentava utilizar-se do que um mestre podia ensinar-lhe. Em determinado outro momento, houve uma quebra neste paradigma onde um mestre ensinava para diversos aprendizes (alunos) e, o planejamento educacional também modificou-se para atingir a esses anseios e desafios impostos frente as necessidades do mercado de trabalho e – porque não – da própria vida.

É possível dizer que a relação entre política, planejamento e legislação é contraditória pois a compreensão de que há subordinação do planejamento educação à política educacional, o que de fato não existe. Em outras palavras a política de educação deve estar acima do planejamento, que deve permear a implantação de certas políticas. Educação é sempre um ato político e influencia a ações governamentais através da formação da população, de modo que os planos de ação deve ser o resultado dessas políticas.

A lei é uma ferramenta importante para a compreensão da política educacional e consequentemente do planejamento. Há um elemento significativo na política educacional e na maneira que as circunstâncias podem fazer com que a política de regulá-las mude. Dessa maneira a legislação é primariamente separada, contudo coordena ações conjuntamente com a política de planejamento educacional.

Planejamento é um processo decisório cuja direção é atingir objetivos e buscar a melhorias do funcionamento do sistema educacional e aperfeiçoar a aproximação do sistema de políticas ideais à realidade (de caráter ideológico). Planejamento, portanto, não é uma ação neutra mas ações (externas e internas) relacionadas aos paradigmas institucionais.

Como é prerrogativa inerentes a todos os seres humanos é possível fazê-lo mesmo que não sistematizadamente por escrito. Assim, quando se aborda aprendizagem e ensino trata-se de algo muito importante e que necessidade de ser planejado intencionalmente e com cuidado. Planejar é antecipar ações para atingir a certos objetivos advindos das necessidades criadas por certas interações, sobretudo, ações previamente obtidas através da legislação e de políticas estabelecidas entre docentes, discentes e a sociedade.

No processo de planejamento de ações de ensino e aprendizagem há muitos artefatos, tal como o projeto político pedagógico, o currículo escolar e o projeto didático, que pode ou não ser materializado em formato de documentos (idealmente é). A abordagem do planejamento anual escolar deve-se ter como referência o projeto político pedagógico.

Independente do planejamento executado deve-se dar atenção ao Projeto político pedagógico que também é um artefato de planejamento. Sua construção deve envolver e coordenar todos os indivíduos que participam do cotidiano da escola: Estudantes, professores e comunidade, sendo assim, uma ferramenta teórica e metodológica cuja meta é ir de encontro às mudanças na rotina escolar de modo sistemático e consciente, além de participativo entre as partes e, sempre que possível, democrático.

Planejamento requer compartilhamento da participação do processo decisório da administração escolar e das ações diretamente relacionadas às atividades específicas de sala de aula. Por muito tempo o papel do professor pareceu limitado ao espaço da sala de aula. Essa visão ainda está presente em algumas instituições educacionais, entretanto está ultrapassada.

A tendência atual é que o professor ativamente participe de toda a organização, ou seja, todo o processo de planejamento, implementação e avaliação do trabalho escolar, consequentemente há necessidade que este compreenda o funcionamento do sistema educacional em diferentes níveis, seja cônscio das políticas para educação deve saber e estudar em detalhes os parâmetros e legislação da educação além da prática de ensino e a busca de evidências científicas no trabalho educacional.