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INTRODUÇÃO

Este é um resumo do trabalho que pretende investigar maneiras que possam tornar o ensino da informática mais eficaz, eficiente e efetivo.

O objetivo geral é investigar possíveis abordagens no ensino de informática de modo a permitir que docentes possam utilizar métodos adequados à pluralidade de necessidades dos discentes  de cursos do segmento de ensino médio e técnico.

As especificidades que permeiam este trabalho são: verificar se o conhecimento pretendido pela disciplina informática, lecionada em cursos do segmento de ensino médio e técnico, está adequado à realidade que este será aplicada; elicitar as necessidades e expectativas dos discentes quanto à disciplina de informática; discernir as necessidades mercadológicas quanto aos profissionais egressos dos cursos mencionados e investigar a relação existente entres os currículos escolares e a estratégia dos profissionais de modo a alcançar êxito quanto às necessidades discentes e mercadológicas na educação tecnológica de informática.

Este trabalho justifica-se pois o ensino de informática é tarefa desempenhada por um público docente da área de educação mas sem formação adequada na área de informática, outros da área de informática mas sem formação adequada na área de educação, enquanto alguns possuem ambas as formações. Este trabalho visa investigar os sujeitos e ambientes que as interfaces de lecionar informática no ensino médio e técnico se deparam de modo a verificar possibilidades de abordagens e práticas em ambientes de aprendizagem heterogêneos para públicos igualmente heterogêneos.

 

REVISÃO DE LITERATURA E METODOLOGIA

A dialética existente entre aprender e ensinar é algo que profissionais da área da educação constantemente se deparam.

Aprendizagem é, em sua essência, “o processo pelo qual o sujeito adquire informações, habilidades, atitudes, valores e etc. a partir do seu contato com a realidade, o meio ambiente e as outras pessoas” (OLIVEIRA,1993) ou ainda para VYGOTSKY (2007) “(…)o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas”. Tais definições não são absolutas, havendo diversas teorias que por si explicam partes do que é aprendizagem em um contexto histórico, entretanto limitado, portanto, deve-se analisar as Escolas que tratam do tema aprendizagem: Behaviorista, Cognitiva, Humanista e Sócio cultural.

Ensinar tem uma relação antagonista com aprender para VYGOTSKY (2003) pois

“(…) não se pode educar a outrem [diretamente]. Não é possível exercer uma influência direta e produzir mudanças em um organismo alheio, só é possível educar a si mesmo, isto é, modificar as reações inatas através da própria experiência (…) por isso, o professor desempenha um papel ativo no processo de educação: modelar, cortar, dividir e entalhar os elementos do meio para que estes realizem o objetivo buscado”.

Desta forma, torna-se fundamental a investigação de maneiras de se elucidar as visões e estratégias de ensinar das Escolas que tratam o tema aprendizagem contrapondo suas abordagens com o tema ensino.

Para estabelecer o diálogo entre aprendizagem e ensino, a consulta de autores como OLIVEIRA (1993), ALMEIDA (2005), AUSUBEL (1980), BIGGE (1977), BRUNER (1969 e 1973), GAGNÉ (1980), GARDNER (1999), HILDGARD (1973), PIAGET (1972), SKINNER (1972), THORNDIKE (1910), VYGOTSKY(2001, 2003 e 2007), entre outros, torna-se necessária.

Um dado pode ser definido como “sucessões de fatos brutos, que não foram organizados, processados, relacionados, avaliados ou interpretados, representando apenas partes isoladas de eventos, situações ou ocorrências” (CÔRTES, 2008) ou ainda como “uma seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis” (SETZER, 1999). Ainda segundo SETZER processamento de dados gera a informação,para DAVENPORT, (2000)  “informações que foram analisadas e avaliadas sobre a sua confiabilidade, sua relevância e sua importância” geram conhecimento pois “O Conhecimento é uma abstração interior, pessoal, de algo que foi experimentado, vivenciado, por alguém. Nesse sentido, o conhecimento não pode ser descrito; o que se descreve é a informação” (SETZER,1999).

Retorna-se portanto à dualidade existente entre Aprendizagem e Aprender, neste momento também passível de análise na relação entre Informação e Conhecimento.

A análise das relações existentes entre informação e conhecimento é tratada por diversos autores, entre os consultados estão DAVENPORT(2000), DHAR e STEIN(1997), POLLONI (2000), SETZER (1999), entre outros, enquanto um perfil comportamental pode ser observado em MARCONTES FILHO (1994) e LEVY (1996 e 2009) ao tratar sobre cultura e sociedade em contextos cibernéticos e tecnológicos.

A relação entre informática e educação é onde interseccionam-se ao os pontos de Aprendizagem, Aprendizado, Informática e Conhecimento, podendo-se para assim utilizar a nomenclatura Informática em educação que é contextualizada por MORAES (1998) ao afirmar que “(…)escolas que utilizam computadores no processo de ensino-aprendizagem apresentam melhorias nas condições de estruturação do pensamento do aluno com dificuldades de aprendizagem, compreensão e retenção.” . Neste contexto é adequado verificar autores como BABIN (1989), SANTOS (2001),  BELLONI (2000), entre outros.

Quanto a relação entre docentes e discentes, autores como MORAN (2000), GUTIERREZ (1984), SILVA (2000) e BACCEGA (2001) demonstram exemplos de inovações e interações entre as interfaces relacionadas.

O currículo escolar analisa autores como BURNHAM(2000), SEVERINO et FAZENDA(2003), CORDÃO (2011) e WEISZ(2006) que tratam da verificação do currículo aplicado ao mercado de trabalho e a relação de formação Cidadão-Trabalhador também verificada como primordial para os Parâmetros Curriculares nacionais BRASIL (1995, 1998 e 2002).

Tais investigações culminam na análise dos ambientes de aprendizagem e suas características tecnológicas e educacionais onde para MOREIRA(2007)

“O ambiente de aprendizagem escolar é um lugar previamente organizado para promover oportunidades de aprendizagem e que se constitui de forma única na medida em que é socialmente construído por alunos e professores a partir das interações que estabelecem entre si e com as demais fontes materiais e simbólicas do ambiente”.

Desta forma, a análise de abordagens de informática em educação torna-se necessária para investigar possíveis diferenças entre formas de ensino em que se utiliza o computador e outras que não o utilizam. Tais possibilidades demonstram-se em diversos pontos por autores, como ALAVA (2002), CAPRA (1997), PETERS (2001), PALLOF et PRATT(2004) e LOISELLE (2002), entretanto não se limitam à análise de abordagens possíveis quanto a metodologias mas a estudos de ambientes de aprendizagem e estudos de caso em que profissionais deparam-se com situações extraordinárias, desta maneira, para proceder à coleta de informações e o processo de análise será efetuada revisão bibliográfica de autores, aliada a questionários direcionados a professores e alunos de cursos de saúde e profissionais de saúde já formados, com objetivo de verificar quais as opiniões desses em relação aos temas abordados em suas formações profissionais e suas interfaces com relação ao uso de informática educativa, além de obter destes mesmos sujeitos opiniões e sugestões  de melhorias quanto ao aprendizado que tiveram ou, no caso dos docentes, do ensino que promovem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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