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Ao tratar acerca do tema Cibercultura, gosto muito de ler os conceitos do filósofo francês Pierre Levy, no livro cujo título é “Cibercultura”. Para Levy, “a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer” (LÉVY, 1999, p. 15).

A cibercultura é expressa, exclusivamente, no ciberespaço que para Levy “especifica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informação que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. ” (LÉVY, 1999, p. 17).

A compreensão que se tem acerca da maneira que a cibercultura é utilizada, melhor, utilizável tem haver diretamente com o público que a esta se direciona. Ora, um grupo de pessoas de meia-idade não utiliza o ambiente cibernético da mesma maneira que um grupo de pessoas em sua adolescência. Aqui torna-se premente as questões relacionadas aos conflitos intergeracionais (para saber mais, gosto muito do texto em anexo) e, considerando tais conflitos, a maneira como são expressadas as coisas tornam-se diferentes entre si.

Quanto ao vídeo, discordo de algumas colocações da professora Edméa, em especial de quando ela trata da apropriação das tecnologias serem protagonistas pois sim, o protagonismo é humano! Ora, ao utilizar a lógica das redes sociais, o conteúdo é todo feito por e para humanos. Assim, a maneira de utilizar o ciberespaço deve ser como complemento ao que se deseja e, utilizando este pensamento, o protagonismo é o professor, o aluno e a escola, enquanto a tecnologia trata de um conjunto de ferramentas para chegar a um fim. Outro ponto interessante é dizer que a tecnologia é um artefato cultural mas o conceito – talvez para explicar ao público geral – de tecnologia difere-se de artefato cultural, vez que tecnologia “abrange não somente os produtos artificiais fabricados pela humanidade, assim como os processos de produção, envolvendo máquinas e recursos necessários em um sistema sócio-técnico de fabricação.” (Veraszto, 2008) a , enquanto o conceito de artefato cultural trata do que cultura permeia, onde Certeau (1994) define que “para que haja verdadeiramente cultura, não basta ser autor de práticas sociais; é preciso que essas práticas sociais tenham significado para aquele que as realiza”, portanto, a cibercultura trata da utilização da ferramenta tecnológica digital para práticas culturais.

O professor deve estar imbuído da análise de três conceitos básicos para utilizar a mídia a seu favor: Compreender a diferença intergeracional, compreender o conceito de tecnologia e, por fim, compreender o conceito de cultura.

Apenas após refletir sobre estes três conceitos o professor é capaz de utilizar o currículo com a ferramenta digital e, cibercultura por consequência. Ainda no vídeo, a professora Edméa trata muito apropriadamente da questão da dicotomia entre recepção e emissão de informação, o mesmo que cita o artigo quando trata em divulgação via celular e redes sociais pois o professor traz ao aluno algo que seja aplicável a seu cotidiano e, isso é fundamental.

Portanto, cabe ao professor deve, conforme a professora Edméa cita, fazer a mediação entre a tecnologia e o planejamento de aula, em outro prisma, entre o que se deseja que o aluno apreenda de informação e como ele pode fazer para apreender tal informação. Isto torna-se fundamental quando tratamos da diversidade em que o ambiente educacional está inserido, em especial, na maneira que alunos diferentes aprendem de maneira diferente, portanto, as diversas abordagens a um mesmo conteúdo que o professor pode prover a partir das tecnologias disponíveis tornam-se o diferencial quanto a um ensino analógico e digital.

Conclui-se porta que cabe também ressaltar a importância do auto aprendizado que as novas tecnologias permitem e, de certa maneira, obrigam. É de fundamental importância que o docente também oriente o alunado quanto à busca de conhecimento adequado ao que se necessita para o cotidiano.

Fontes:

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
CERTEAU, M. de. A invenção do cotidiano 1: artes de fazer. Petrópolis, R.J.: Vozes, 1994.(pg 09)
VERASZTO, E. V.; et al. Tecnologia: buscando uma definição para o conceito. Porto: Prisma.com, nº 7, 2008. p. 60-85. Disponível em: <http://prisma.cetac.up.pt/60_Tecnologia_Buscando_uma_definicao_para_o_con conce_Estefano_Veraszto_et_al.pdf>. Acessado em: 10 de março de 2017.