Ideioso

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A abordagem que o ensino médio dever ter é aquela que prepare o aluno para o objetivo de vida que este possui, preparando-o para a profissão que este deseja prosseguir, portanto, há espaço para uma educação mais voltada para a academia, bem como há espaço para o ensino técnico, de acordo com o que o aluno pretende.
É inerente também a este período da vida dos alunos que estes talvez ainda não estejam preparados para tomar uma decisão de escolha de carreira/profissão de imediato, portanto, deve ser a escola capaz de avaliar e apresentar-lhe opções de maneira que permita-o escolher.
A formação ideal é aquela que prepara o aluno nas disciplinas que lhe serão essenciais para enfrentar os desafios da vida adulta, dando-lhe bases suficientemente concretas para que este escolha o que deseja prosseguir. Caso escolha por um ensino profissionalizante, que a escola permita-o fazer um curso com a conclusão mais profissionalizante (por exemplo um curso complementar apenas com matérias técnicas de duração de um ano). Caso escolha por uma carreira mais acadêmica, que a escola permita-o escolher por fazer um curso preparatório para o meio acadêmico (não no modelo pré-vestibular mas que dê ênfase às disciplinas base do curso pretendido).
Um modelo de ensino que tenha esta abordagem permite aos alunos com menor poder aquisitivo que aprendam uma profissão de maneira rápida e objetiva e galgue oportunidades competitivas quando (e se) desejar fazer carreira acadêmica em algum momento. Da mesma maneira prepara o discente acadêmico com a base e enfoque necessário à carreira que deseja, por exemplo, estudar biologia quando se deseja fazer contabilidade; a este aluno serão vistos itens mais voltados para a área de ciências exatas e, por conseguinte, o interesse aumenta e o torna melhor aluno no curso superior.
Conclui-se aqui que a ideia seria uma escola que se pretenda formar cidadão capazes de seguir a profissão que desejam e exercê-la plenamente preparados pela base que o ensino médio provê.

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SERÁ QUE UM CURSO DE ENGENHARIA, ADMINISTRAÇÃO E OUTROS SÓ DEVERIAM TER DOCENTES COM FORMAÇÃO SÓ NOS RESPECTIVOS CURSOS?

A partir da pergunta acima é possível adicionar três grandes desvantagens para tal abordagem:

1.Falta de visão global da profissão; (Desfavorável)

2.Visão tecnicista exagerada;(Desfavorável)

3.Falta de formação pedagógica aos docentes;(Desfavorável)

SERÁ QUE UM SIMPLES CURSO DE DOCÊNCIA ESPECIAL É SUFICIENTE PARA CAPACITAR UM ENGENHEIRO, MÉDICO, ADVOGADO PARA SE TORNAR DOCENTE?

É possível apontar três principais fatores que garantam a formação didática e pedagógica para tais especialistas.

1.Melhoria de técnicas e métodos de ensino estruturado e consistentes para aprendizagem.

2.Criação de experiências para a construção de novos modelos educacionais na escola.

3.Formação global em áreas que vão além das específicas.

ANÁLISE CRÍTICA

É possível verificar que há uma necessidade dos profissionais que optam por tornarem-se docentes uma formação multidisciplinar, de maneira que permita aos alunos que tenham um menor tecnicismo e uma maior observação quanto às técnicas pedagógicas.

O profissional que possui uma formação técnica e escolhe seguir a carreira docente muitas vezes possui a experiência pretendida para um curso com viés técnico, contudo não oferece todas as possibilidades de visão para o discente de maneira que ofereça-o uma visão diferente da técnica, assim, o profissional que se forma consegue resolver os problemas necessários ao exercício de suas atividades, contudo a questão é que o mercado de trabalho tem necessidade de que os profissionais tenham uma visão holística da profissão e, cada dia mais profissionais com diversos recursos próprios para lidarem com desafios diversos, tais como gestão, administração de pessoas, áreas transversais  à profissão, entre outros desafios.

As ações necessárias para a melhoria deste quadro é uma formação que permita ao profissional utilizar técnicas pedagógicas para potencializar a aprendizagem, a criação de novas experiências educacionais e, por fim, uma formação nas áreas propostas transversais à formação original.

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OS DOCENTES AO LONGO DA HISTÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA FORAM PREPARADOS (FORMADOS) PARA CONHECER OS RISCOS DO TRABALHO E AS DOENÇAS QUE PODEM ATINGI-LOS?

Ao compreender o contexto educacional, à cada época, é necessário verificar o contexto e condições de trabalho aplicáveis a este profissional.

Em um momento mais remoto historicamente tem-se contextos tão diversos quanto possíveis, passando pela introdução histórica do ensino formal brasileira entre os Jesuítas, contudo, não foi esse o princípio, considerando que os brasileiros nativos tinham maneiras próprias de educação, portanto, o contexto deste trabalho tem haver exclusivamente com as questões contemporâneas em que o objetivo do ensino não é subsistência, tampouco a catequização do povo; também é inserida em um contexto democrático e sem diferenças de ensino entre raças, credos ou classe social, estando disponível para toda a população.

Tal contexto é deveras importante pois determina especificamente quais questões o docente enfrenta em seu cotidiano.

Contemporaneamente a formação docente prepara aos profissionais a conhecerem os riscos e doenças laborais que os afetam, contudo, a questão carece de uma resposta mais aprofundada, ao refletirmos se todos os docentes atuantes possuem essa preparação. Para além dessa visão, o meio ambiente de atuação desse profissional possui interferência direta sobre este profissional e, o cumprimento adequado das regras de saúde regulamentadoras também se faz necessário, contudo, esta é uma resposta mais adequada à segunda pergunta.

Aqui há, portanto, duas respostas possíveis: Houve a preparação para os docentes no contexto contemporâneo, no sentido de conhecerem os riscos a que estão expostos, contudo, houve poucas ações que sejam adequadas à prevenção da ocorrência de tais riscos e doenças.

QUE AÇÕES PODEM SER TOMADAS PARA SANAR ALGUM TIPO DE DOENÇA QUE PODE UM PROFESSOR PODE SOFRER? PROCURE APENAS UM PROBLEMA (COMO A PERDA DE VOZ, A INSALUBRIDADE NO USO DE GIZ, ASSÉDIO MORAL OU QUALQUER OUTRO) PARA ESTUDAR, APRESENTE UMA ESTATÍSTICA PARA FUNDAMENTAR O PROBLEMA E ANALISE.

 

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A tabela acima demonstra uma análise de dados referente às condições do ambiente físico em que a prática docente se desenrola, apresentando a frequência de questões que causavam maior desconforto aos docentes durante a prática de sala de aula em nove unidades escolares analisadas. No artigo que esta tabela originalmente se apresenta[1] as autoras fazem uma análise aos riscos ocupacionais à voz e, serve como justificativa da resposta para a pergunta proposta.

É possível verificar que os itens verificados são de competência da administração escolar, portanto, cabe ao docente saber adequadamente quais os riscos que está exposto no ambiente de trabalho (riscos laborais) e à instituição de ensino a tomada de providências adequadas ao cumprimento das condições de trabalho adequadas previstas pelas Normas Regulamentadoras de maneira que promovam e preservem a saúde dos trabalhadores[2].

A responsabilização da escola enquanto empresa é o primeiro dos caminhos a ser tomado, contudo, cabe também ao docente que tome providências adequadas quanto à preservação de sua salubridade para manter-se saudável tanto quanto possível, portanto, itens que são extra sala de aula são necessários, tais como horas adequadas de trabalho, atividades de lazer, cuidados com a saúde de maneira geral e a constante atualização quanto às técnicas que evitem o desgaste físico, como por exemplo, exercício físico para aguentar melhor o tempo em pé; aulas de impostação de voz com técnicas para evitar a fadiga vocal; técnicas de dinâmicas  em sala de aula para diminuir a necessidade de intervir exasperadamente com alunos; atividades lúdicas de maneira que evite-se a fadiga relacionada à rotina; comparecer às consultas médicas, conforme necessidade; etc.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tema abordado aqui é deveras complexo pois trata de questões enraizadas na sociedade brasileira, tema inclusive recorrente nos artigos consultados que tratam da docência, pois fala muito em “sacrifício” [3]. Tal visão permeia a prática docente desde imemoráveis tempos onde é possível contextualizar o momento em que a mãe sacrifica-se pelos seus filhos, passando por um momento em que ensinar era sacrificar-se por seus discípulos e contemporaneamente, sacrificar-se tem um sentido de doar-se ao máximo.

Em um contexto de instituição escolar, a visão de tal sacrifício se faz diferente, vez que perpassa através das eras por uma sociedade que precisa ter indivíduos preparados para a existência daquele agrupamento de pessoas, avança pela necessidade de transmissão de conhecimento sem apoio formal, depois com apoio e subsidio financeiro mas direcionado às necessidades estatais; por fim, mais recentemente à necessidade da obtenção de lucros.

O que percebe-se é que no contexto histórico não houve mudança mas uma evolução da questão que hoje aplica-se diretamente ao trabalhador demandar do respeito às normas de trabalho de maneira que execute adequadamente suas tarefas, portanto, deve haver uma fiscalização para cumprimento de tal legislação para ambas as classes: patronal e trabalhadora.

O docente também deve municiar-se de maneiras que permaneça confortável em sala de aula utilizando-se de técnicas variadas e de maneira contínua e aprimorada.

REFERÊNCIAS

[1]RISCOS OCUPACIONAIS À SAÚDE E VOZ DE PROFESSORES: ESPECIFICIDADES DAS UNIDADES DE REDE MUNICIPAL DE ENSINO – Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v12n1/168-08.pdf, (22.09.2016)

[2] CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS PÚBLICAS DA ZONA SUL DA CIDADE DE MANAUS – Disponível em http://www.convibra.com.br/upload/paper/2013/80/2013_80_6404.pdf (22.09.2016)

 [3]FONSECA,Selva Guimarães Fonseca. Ser Professor No Brasil: História Oral de Vida, Papiros, 1997. Disponível em: https://books.google.com.br/books/about/Ser_Professor_No_Brasil_Hist%C3%B3ria_Oral_d.html?hl=pt-BR&id=gx1BiY-4gcoC&redir_esc=y

Outros textos consultados (20.10.2016):

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Foram objeto deste estudo as escolas que tiveram o melhor desempenho no ENEM em 2015, em eixos diferentes (Públicas, privadas e técnicas) do Rio de Janeiro.

Fonte: Relatório do ENEM 2015. Originalmente no INEP.

Município pesquisado: Rio de Janeiro Período: 2015
Escola escolhida Tipo Observação
1 -CPII – CAMPUS NITEROI Pública Acadêmica
2 -INSTITUTO DE APLICACAO CAP UERJ Pública Acadêmica
3 -COLEGIO SANTO AGOSTINHO Privada Acadêmica
4 -COLEGIO CRUZEIRO-CENTRO Privada Acadêmica
5 -COLEGIO SANTO INACIO Privada Acadêmico
6-ESCOLA SESC DE ENSINO MEDIO Privada Profissional

ANÁLISE CRÍTICA

Dentre os dados verificados é possível observar uma grande predominância no eixo Privado-acadêmico. O contexto utilizado foi acesso aos dados começando pelo INEP e, de seguida observando quais destas escolas estão melhor colocadas quanto ao ENEM 2015 e que são do município do Rio de Janeiro.

É possível verificar que os colégios de maior pontuação no proposto no Exame Nacional do Ensino Médio são frequentados por uma camada da população com poder aquisitivo Alto ou Muito alto mesmo que alguns deles sejam públicos, o perfil não é popular.

Comparando os itens 01 (CPII), 03 (CSA) e 06(SESC) é possível verificar que em seus correspondentes projetos pedagógicos culturais todos falam em uma visão humanista, contudo pode ser observado que o foco é a execução de projetos de extensão em laboratórios, através de ensino em tempo integral e a inserção do discente na comunidade.

Das propostas escolares a do SESC é a que melhor atrai e proporciona ao aluno de família menos abastada a possibilidade de escolha entre seguir uma carreira acadêmica ou imediatamente ingressar no mercado de trabalho para depois seguir tal carreira, se o quiser.

Quanto à Escola profissional, a que se encontra melhor posicionada é a Escola SESC de ensino médio, contudo , possui resultado aquém às escolas privadas na mesma faixa de preços e os cursos pretendidos não são somente profissionalizantes, tendendo mais a um estudo híbrido.

A formação híbrida permeia um certo desenvolvimento mais completo pois prepara o aluno para o mercado de trabalho e simultaneamente prepara-o para o meio acadêmico caso este deseje segui-lo.

Por esta análise é possível observar-se que a escola dualista existe no sentido de que os mais abastados terão opção por optar pelo segmento de uma carreira mais acadêmica e, por conta da faixa sócio-econômica, menos necessária de priorização das carreiras técnicas, o que se observa nas escolas com maiores notas no ENEM, verificadas acima.

É possível que haja vantagens na escola única e na dicotomia verificada entre as escolas mais voltadas ao ensino profissionalizante e com viés acadêmico, entretanto, nas condições da sociedade brasileira atual, torna-se impraticável exatamente por conta das barreiras sócio-econômicas e objetivos dos estudantes.

 

 

SERÁ QUE A TEORIA DO CAPITAL HUMANO PERMANECE SENDO USADA COMO FUNDAMENTO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL ?

Sim. Considerando o contexto de município do Rio de Janeiro e o alinhamento verificado em termos nacionais, a formação profissional é utilizada ainda como fundamento. É importante verificar que a teoria do capital humano não é tão simplificado quanto a pergunta propõe, vez que o termo aqui é exclusivamente verificado à formação relacionada ao mercado competitivo da capital fluminense. Nesse sentido, as formações profissionais estão preocupadas em formar profissionais que adequem-se ao perfil necessário ao desempenho das tarefas.

Escolas técnicas possuem ensino mais voltado à prática profissional e desempenho de tarefas voltadas à prática. Nesse sentido é importante verificar que na academia a verificação de tal capital se faz através da publicação de artigos, ou seja, da produção científica, que gera conhecimento, o que é o objetivo final do capital humano.

Tal teoria não se vê presente, entretanto, em dois eixos que deveriam: No ensino fundamental e médio em que há algum preparo mas não para tarefas que sejam voltadas ao mercado de trabalho, faltando, portanto competência emocional e preparo para tal mercado; No ensino técnico e acadêmico, falta a preparação mais ampla para as tarefas que são inerentes ao contexto que será aplicado.

POLÍTICAS, PROGRAMAS E AÇÕES GOVERNAMENTAIS UTILIZAM A PEDAGOGIA TECNICISTA E A TEORIA DO CAPITAL HUMANO NOS DIAS ATUAIS ?

A visão relacionada ao ensino no Rio de Janeiro é relacionada às empresas de uma grande metrópole que possui suficientes recursos para manter um profissional sem a formação adequada e utilizá-lo como “Trainee” ou até mesmo lançar mão de universidades corporativas de maneira a manejar o capital humano preparando-o para o que é necessário.

Entre os textos consultados, para uma visão mais global, foi possível verificar que as principais mudanças para aumentar o capital humano são: Mudanças demográficas; evolução de tecnologia digital; inovação em modelos de negócios; alteração das regras trabalhistas. Estes são itens verificados no relatório de Tendências Globais de  Capital Humano 20161 e no Relatório de Capital Humano de 20162.

Em tradução livre2: “O Brasil é a maior economia da região da América Latina, está posicionada na porção inferior do índice, com uma pobre performance na educação básica (98º) e qualidade da educação primária (118º) no grupo de 0-14 anos em particular. Negócios locais percebem muita dificuldade em contratar empregados qualifcados (114º), entretanto o país possui uma melhor qualificação comparativamente em qualidade de treinamentos corporativos e uma alta taxa de empregabilidade aos profissionais de 25-54 anos.

ANÁLISE CRÍTICA

É possível verificar que há necessidade da criação de políticas adequadas às necessidades atuais do mercado de maneira que o capital humano seja adequado ao que o mercado precisa, permitindo à escola que a força de trabalho possua uma formação melhor e mais voltada ao que é demandado pelo mercado.

O aluno egresso do curso fundamental e médio não está adequadamente preparado para o que o mercado precisa quanto às competências pessoais necessárias ao mercado de trabalho, de seguida, quando este egresso busca ensino técnico ou superior, não consegue adequar-se e fazer a “transição” que o mercado demanda, portanto, fica com uma formação aquém das necessidades de tal mercado, não conseguindo ingressar adequadamente ou ingressando e não mantendo-se da maneira que necessita.

FONTES CONSULTADAS (11.2016):

  1. https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/hc-trends-2016.pdf Ou Também aqui.
  2. http://www3.weforum.org/docs/HCR2016_Main_Report.pdf (Pg.15)
  3. http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/teoria_do_capital_humano_e_a_relacao_educacao_e_capitalismo.pdf
  4. http://hdl.handle.net/10183/25425
  5. http://www.senac.br/informativo/bts/271/boltec271c.htm
  6. http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT5/gt5m3c2.pdf
  7. http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev15/AlmeidaPereira.html
  8. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002008000100009
  9. http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/HGqmRDqk.pdf
  10. http://www.unc.br/mestrado/textos/Bibliografia-2013-Inf-teoria-cap-humano-e-teoria-do-cap-social-nas-pol-educ-bras%20.pdf
  11. http://www.estudosdotrabalho.org/texto/gt1/a_teoria_do_capital.pdf

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Minha formação ocorreu em um colégio particular no Rio de Janeiro, caracterizado pelo tradicionalismo, portanto, os professores tinham um modo de ver extremamente tradicional, podendo-se dizer até mesmo conservador e, hoje, consigo visualizar, antiquado.

Por conta desse processo avaliativo tradicional tive muitas dificuldades durante os estudos, muitas notas baixas e muita vontade de deixar de estudar em dados momentos. Não havia participação nas avaliações que invariavelmente eram verticais dos professores magnânimos em seus pedestais para nós insignificantes alunos.

A visão que tinha de escola, estudar e de avaliação eram dirimidas exclusivamente por esse modo tacanho, mesquinho e pequeno em que os professores não verificavam as características individuais dos alunos em detrimento à sua forma “perfeita” de ensinar com o lema “Antes de você, muitos outros já aprenderam desta maneira”. Só que sempre tive dificuldade de ser um dos “muitos outros”.

Uma das consequências disto foi o fato de eu odiar matemática apesar de ter facilidade com números (me formei Técnico de Contabilidade e a seguir Analista de sistemas mas, ainda odeio matemática). Isto é uma daquelas questões que os professores não foram capazes de desenvolver no âmbito escolar, que tornava o processo de aprendizagem tortuoso e a avaliação um martírio.

Tive professores maravilhosos também, em especial uma professora chamada Ivonete Souza que utilizava além da avaliação tradicional que era exigência da escola, processos da avaliação alternativa, por exemplo, avaliação contínua, de participação nas aulas através da aplicação de exames orais e efetuando perguntas que eram deveras objetivas e ainda assim instigavam aos alunos pesquisarem e tornarem-se independentes quanto ao estudo e busca de conhecimento.

Esta professora teve muita importância na minha vida pois durante o ensino médio fui indicado por ela para estágio, apesar de não ter notas muito boas nas outras disciplinas. A avaliação cuidadosa desta educadora iniciou minha vida profissional e teve grande impacto na maneira como avalio meus alunos pois julgo importante que esta oportunidade seja dada também a outros alunos da mesma maneira que ocorreu comigo.

Já no ensino superior tive um professor que era totalmente de abordagem tradicionalista e, destoava da maneira que os outros professores construíam os conteúdos na faculdade. Este professor reprovou-me por 0,2 pontos em uma disciplina que era das mais difíceis do curso e, pré-requisito de outras muitas e custou-me um ano a mais na faculdade.

Penso que esta visão deste docente não era capaz de ver o todo do meu aprendizado, pois se 0,2 pontos são o suficiente para avaliar um aluno, a avaliação global e formativa do aluno de nada valem pois, era esta a oportunidade que este profissional tinha de verificar que eu era um aluno participativo das aulas, fazia os trabalhos propostos, tinha assiduidade adequada e, o principal, havia compreendido a disciplina (tanto que no outro período em que fiz a disciplina passei com nota 9,8 – novamente ele não me deu 0,2 para passar com nota dez).

Em outra oportunidade, um outro profissional de educação no curso superior foi capaz de reprovar quase todos os alunos da turma por nota. Ocorreu de em uma turma de quinze alunos nenhum deles ter sido capaz de passar na disciplina adequadamente, tendo todos ido para a recuperação e, na recuperação, apenas dois passaram na disciplina. Fui um dos que passei pois o professor disse-me “Você não passou nesta disciplina mas, eu estou te passando”. No final deste período, dois colegas desistiram da faculdade.

Nos três casos, o conflito entre o modo de avaliação tradicional e o alternativo são deveras acentuados e, a avaliação tradicional não é capaz de visualizar a amplitude do aluno, isto é, não avalia o aluno como um ser humano, sendo este tão somente um agente que participa de um conjunto de aulas e deve ter uma nota, independentemente de quem ele seja, não levando em conta que este possui peculiaridades que devem ser abordadas durante o processo de estudos.

Um professor pode – e deve – ser o vetor para a mudança social do aluno e não para que este deixe os estudos e desista de seus sonhos. O fato de que um determinado docente foi vítima de modos de ensino que não levam em consideração as idiossincrasias dos alunos e, por consequência suas necessidades e anseios, não justifica que este professor deve perpetuar este modo de tortura. O fato de alguém ter sido roubado não deve torná-la ladrão.

O planejamento trata das implicações das decisões que se toma atualmente, portanto, quanto aos fundamentos do planejamento é importante levar-se em conta diversos aspectos. Assim, qualquer atividade realizada sem planejamento leva a situações inesperadas, portanto, inexoravelmente à frustração. O planejamento na educação não deve ser diferente: Deve ser diligente quanto a seus objetivos e passível de medição quanto a seus objetivos.

É possível dizer que o processo de estruturar objetivos, definir metas, identificar as situações é algo natural ao ser humano inserido na sociedade e, por questões do âmbito profissional, o planejamento na educação se transforma de modo a procurar garantir uma maneira mais adequada de atender às necessidades que o estudante terá quando ingressar no mercado profissional.

Em outros momentos da história humana a educação profissional era vista como exclusivamente algo em que um aprendiz tentava utilizar-se do que um mestre podia ensinar-lhe. Em determinado outro momento, houve uma quebra neste paradigma onde um mestre ensinava para diversos aprendizes (alunos) e, o planejamento educacional também modificou-se para atingir a esses anseios e desafios impostos frente as necessidades do mercado de trabalho e – porque não – da própria vida.

É possível dizer que a relação entre política, planejamento e legislação é contraditória pois a compreensão de que há subordinação do planejamento educação à política educacional, o que de fato não existe. Em outras palavras a política de educação deve estar acima do planejamento, que deve permear a implantação de certas políticas. Educação é sempre um ato político e influencia a ações governamentais através da formação da população, de modo que os planos de ação deve ser o resultado dessas políticas.

A lei é uma ferramenta importante para a compreensão da política educacional e consequentemente do planejamento. Há um elemento significativo na política educacional e na maneira que as circunstâncias podem fazer com que a política de regulá-las mude. Dessa maneira a legislação é primariamente separada, contudo coordena ações conjuntamente com a política de planejamento educacional.

Planejamento é um processo decisório cuja direção é atingir objetivos e buscar a melhorias do funcionamento do sistema educacional e aperfeiçoar a aproximação do sistema de políticas ideais à realidade (de caráter ideológico). Planejamento, portanto, não é uma ação neutra mas ações (externas e internas) relacionadas aos paradigmas institucionais.

Como é prerrogativa inerentes a todos os seres humanos é possível fazê-lo mesmo que não sistematizadamente por escrito. Assim, quando se aborda aprendizagem e ensino trata-se de algo muito importante e que necessidade de ser planejado intencionalmente e com cuidado. Planejar é antecipar ações para atingir a certos objetivos advindos das necessidades criadas por certas interações, sobretudo, ações previamente obtidas através da legislação e de políticas estabelecidas entre docentes, discentes e a sociedade.

No processo de planejamento de ações de ensino e aprendizagem há muitos artefatos, tal como o projeto político pedagógico, o currículo escolar e o projeto didático, que pode ou não ser materializado em formato de documentos (idealmente é). A abordagem do planejamento anual escolar deve-se ter como referência o projeto político pedagógico.

Independente do planejamento executado deve-se dar atenção ao Projeto político pedagógico que também é um artefato de planejamento. Sua construção deve envolver e coordenar todos os indivíduos que participam do cotidiano da escola: Estudantes, professores e comunidade, sendo assim, uma ferramenta teórica e metodológica cuja meta é ir de encontro às mudanças na rotina escolar de modo sistemático e consciente, além de participativo entre as partes e, sempre que possível, democrático.

Planejamento requer compartilhamento da participação do processo decisório da administração escolar e das ações diretamente relacionadas às atividades específicas de sala de aula. Por muito tempo o papel do professor pareceu limitado ao espaço da sala de aula. Essa visão ainda está presente em algumas instituições educacionais, entretanto está ultrapassada.

A tendência atual é que o professor ativamente participe de toda a organização, ou seja, todo o processo de planejamento, implementação e avaliação do trabalho escolar, consequentemente há necessidade que este compreenda o funcionamento do sistema educacional em diferentes níveis, seja cônscio das políticas para educação deve saber e estudar em detalhes os parâmetros e legislação da educação além da prática de ensino e a busca de evidências científicas no trabalho educacional.

No contexto atual é um exercício de resistência do corpo docente tentar deixar de utilizar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) em sala de aula. Nomeadamente a internet. Foi-se o tempo em que alunos e professores necessariamente tinham de estar no mesmo ambiente físico para produzirem uma aula. Foi-se o tempo em que os alunos utilizavam o conhecimento do professor exclusivamente como fonte de saber. Foi-se o tempo em que o professor continuava a ensinar as mesmas fórmulas independente do passar do tempo.

Possivelmente nas últimas décadas houve a introdução de diversas tecnologias e se pode comparar as mudanças da época em que os alunos deste curso estudaram para a época atual e a diferença já é grande. Deve-se investigar o conhecimento de tecnologia e talvez a questão de seu uso sob o espectro dos resultados obtidos com este uso, não somente pela maneira como se utiliza. Isto não é tarefa fácil, vez que as mudanças ocorrem a cada momento e, na educação tais resultados são colhidos a médio e longo prazo.

Portanto, pela falta de evidências concretas, apesar do enorme número de relatos de caso, estudos e artigos sobre o assunto, não há qualquer ligação comprovada entre tecnologia de informação e melhorias na aprendizagem. Evidente que há escolas que utilizam tecnologia eficientemente, consequentemente obtendo melhores resultados. Ao mesmo tempo, porém, não é o mesmo que comprovar que a tecnologia ajuda o aprendizado em si.  Não é a tecnologia que faz a diferença, são os professores.

A revolução na maneira que as crianças aprendem não necessariamente acontece pela utilização das tecnologias, vez que quando as tecnologias são utilizadas, mais o professor deve utilizar técnicas tradicionais, em outras palavras, tem de se especializar mais, conhecer mais. Um exemplo disso é o quadro interativo. É interativo, todavia independente da maneira que se visualize reforça em muito a ideia do professor na frente, de pé, em frente a turma, portanto, o domínio das técnicas pedagógicas devem permear o conduzir da aula deste profissional.

Há uma certa ironia no fato de que quando se possui acesso a todo tipo de tecnologia interativa o quadro interativo é uma versão glorificada do tradicional quadro negro. Este tipo de tecnologia torna o estudante um receptor passivo, ao invés de um participante ativo no processo de aprendizagem. Estudantes estão, em sua maioria, habituados à utilização da tecnologia, a serem pioneiros e utilizadores ativos de tais tecnologias. Fora da sala de aula.

O uso da internet revolucionou a maneira de pensar no contexto de sala de aula pois ao professor, permite uma variedade de abordagens ao conteúdo abordado, por consequência, um maior número de alunos atingidos por essa maneira de demonstrar o mesmo assunto. Permite ainda a extensão da sala de aula para o mundo externo, quer através de experimentos, quer através do próprio material didático que se torna mais dinâmico, interativo e de sobremaneira orientado aos interesses propostos em sala de aula.

Aos alunos o uso de TIC torna o contexto escolar mais instigante pois permite-o explorar “universos” muito para além da sala de aula, propondo perguntas e obtendo respostas que fornecem um maior conhecimento acerca do objeto estudado, fazendo inclusive ligações em contextos diversos àqueles abordados em sala de aula, trazendo muitas vezes para a sala de aula novas propostas de olhar sobre um determinado assunto, o que faz o ensino cotidiano tornar-se mais interessante aos discentes e docentes.

A abordagem em sala de aula acerca de conteúdos muda muito com o uso de TIC, em muitos casos muda até mesmo o conceito de sala de aula que deixa de ser um local físico mas pode literalmente ser qualquer lugar; muda o conceito de alunos pois se pode simultaneamente ter uma aula virtual para apenas um indivíduo ou se pode ter uma abordagem em redes sociais e de vídeos onde se tem milhares de alunos simultaneamente; muda o conceito de professor que não mais é o detentor austero de todo o conhecimento mas muito mais através de técnicas de ensino demonstra abordagens melhores sobre cada tópico da sala de aula, registra as referências adequadas para cada assunto e contextualiza os assuntos teóricos de maneira pautada e abrangente.

Deve-se observar frequentemente em sala de aula quando há uso das TIC a alternação de metodologias tradicionais e novas maneiras de abordar os mesmos assuntos com a utilização de TIC, além de um engajamento do corpo docente, de modo a enriquecer os conteúdos, encorajar os estudantes a aprofundar o conhecimento e expandi-lo através do uso das tecnologias, guiando-o sempre que necessários de maneira que os próprios discentes tomem posse do conhecimento que estão a adquirir

Desta maneira é possível concluir que não é a tecnologia em si o fator preponderante e decisivo, mas como esta é utilizada pois o investimento não deve ser em equipamentos mas em investir nos professores a confiança e competência de explorar tais tecnologias. Isto requer uma nova maneira de pensar no ensino e um melhor aproveitamento das oportunidades possibilitadas pela tecnologia.

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A principal observação que se deve fazer quanto à formação do trabalhador, que pode ser observada diariamente na área de informática, é a perspectiva das mudanças tecnológicas pois ocorrem ininterruptamente e, afetam à totalidade de profissionais nos mais diversos ramos de atuação e em todos os locais do mundo, entretanto, uma questão a ser observada é a formação: Faz toda a diferença! O profissional que possui uma formação mais rigorosa ou provida de conceitos mais sólidos fazem com que as mudanças profissionais sejam melhor absorvidas pelo profissional e este consiga inserir-se adequadamente no contexto global de sua profissão.
A pprincipalvisão dos profissionais tem haver com o modo como imaginam o mercado de trabalho, enquanto, os docentes devem ter por ponto de vista, observar o mercado como um todo e, principalmente, montar o “quebra-cabeça” que faz com que o profissional se torne, com a adequada acepção da palavra, Profissional.
Embora nessa trajetória profissional se verifique com frequência empresas que têm modos de pensar ultrapassados (Há ainda muitas empresas com o pensamento Fordista), a perspectiva que os profissionais hoje possuem de tornar-se independentes e, venderem seu trabalho a diversos compradores diferentes e, deixarem-se de enxergar-se como “Funcionários” – isto é, aquele que tem uma função – ou ainda como “Empregados” – aquele que possui um emprego – mas, como cidadão que presta um serviço e recebe uma contraprestação financeira que julga justa em troca destes serviços. Assim, muitas vezes se observa o caso de profissionais que vendem seus serviços a diversas empresas, a questão portanto é: O indivíduo deve-se enxergar como cidadão e profissional que possui determinada profissão, vende uma parcela de seu tempo e de sua “expertise” em troca da contraprestação financeira que julga adequada.
As Leis trabalhistas asseguram que a relação entre o profissional e o tomador dos serviços – que pode ser uma pessoa física ou jurídica – seja adequada e justa para ambas as partes. As reformas atualizam uma legislação criada em um determinado momento (Era Vargas) para o contexto atual comportando a maior parte das mudanças mas, não limitando-se às leis mas incluindo Jurisprudências e Acordos coletivos através de entidades de classe que representam trabalhadores e empresas.
O PNE (Plano Nacional de Educação) é deveras recente e tem por objetivo nortear os planos de educação de estados e municípios de acordo com as necessidades regionais, levando em conta o âmbito nacional.
Quanto às metas do PNE, há uma visão magnífica das necessidades, entretanto, cita-se o Sistema Único de Saúde (SUS) como comparativo.
O SUS é uma legislação cujo objetivo principal foi o de unificar o acesso de pacientes à Saúde, buscando uma democratização do acesso aos recursos por toda a população. O que não ocorreu.
O PNE tende à mesma derrocada pois, em momento nenhum objetiva sensibilizar e/ou estruturar as famílias no tocante às necessidades da educação. O que tem-se, portanto, é um objetivo bastante abrangente, com estratégias adequadas, entretanto, pouco voltadas à realidade da situação atual. Vê-se na Lei intenções, entretanto, algo inerente à área de gestão de projetos que se pode distinguir um projeto de possível sucesso e fracasso: Empatia.
Esquece-se nesse plano de educar a população quanto às necessidades ou, em uma empresa, adequar-se à cultura organizacional. Nas camadas mais pobres da população, educação nunca foi prioridade e, sem os devidos estímulos – que abarcam desde instrução de necessidades até incentivos financeiros – o plano tende a funcionar apenas parcialmente.
Para exemplificar isto pode-se citar um exemplo simples. Um aluno que estudou há dez anos atrás e concluiu o ensino médio com a matriz da época não tem condições adequadas de marcar uma pontuação excelente no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) por conta das mudanças diversas na forma que o ensino e as matrizes modificaram-se no decorrer do tempo; o indivíduo que concluiu seus estudos há 20 ou 30 anos atrás não possui condições sequer de conseguir uma aprovação razoável, conclui-se que o processo não é democrático.
Quando se deseja aumentar as ofertas de matrículas e integrar à educação profissional a ideia é perfeita, entretanto, incompleta pois torna os o ensino desnivelado. Ora, um adulto que concluiu o ensino médio em um formato defasado e com pouco conteúdo adequado possui a formação, contudo, não está apto a seguir nos estudos. Que se faz nesse caso?
Para concluir, cito a iniciativa Japonesas (pois trouxe o modelo atual da indústria, comércio e serviços, o Toyotismo), uma das formas que se utilizou para a educação da população no pós II guerra mundial foi a educação em massa através de meios televisivos com uma campanha do governo em massa. O mesmo modelo foi aplicado à Coréia do Sul e, os resultados foram sentidos no decorrer do tempo e, culmina nos dias atuais como países reconhecidamente avançados econômica e tecnologicamente.