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RELAÇÃO ENTRE OS MODERNOS SAFÁRIS EM FAVELAS E OS ZOOLÓGICOS HUMANOS DO SÉCULO XIX

 

A questão que se coloca aqui quanto aos zoológicos humanos e o turismo de safáris nas favelas cariocas tem haver com questões etnocentristas mas talvez outro viés pouco explorado é que também trata de uma questão da psiquê humana que é ser curioso quanto ao outro.

Nesse sentido há muitos exemplos que se pode tratar onde se faz um espetáculo para turistas, onde se vê o que é o estereótipo tratado como o rotineiro. Ora, os estrangeiros que vão ao Coliseu romano na Itália querem ver Gladiadores, há sempre alguém caracterizado como tal para grupos de turistas.

Gladiadores

 

De maneira anômala há essa questão em todo mundo e desde sempre. Aqui fulcro é a exploração de uma forma de atração turística que envolve áreas empobrecidas.

Internacionalmente tal prática é conhecida como “Slum tourism” ou “Ghetto tourism” e é praticada desde o século XIX, mesma época que se colocam os Zoológicos humanos a que se pretende comparar aqui.

Tal prática está presente em países africanos, na Índia (inclusive é parte do tema do filme “Quem quer ser milionário) e inclui partes de locais que sofreram tragédias, desde as clássicas áreas de emprisionamento de judeus na II Guerra mundial, até locais de desastres naturais como Chernobyl (Que passou em partes do último filme de James Bond), Bronx (que possui um tour pelos guetos chamado “O Bronx real” – vídeo em inglês de reportagem no Youtube –) e finalmente nas áreas da Indonésia (em que houve o Tsunami no ano de 2010).

Pode-se perceber que é uma questão inerente à curiosidade e, mais inerente à disciplina aqui versada, uma maneira de comparação social, ainda podendo-se verificar algumas questões relacionadas até mesmo à educação.

Aí se pode até classificar em outros itens como turismo de desastre e visitação a lugares abandonados, geralmente marcados por tragédias humanas.

Uma questão não verificada é: Que motivações os turistas possuem para participarem de tais safaris? Seriam as mesmas que as pessoas tinham no século XIX?

O site http://slumtourism.net/ é um local onde pessoas que estão envolvidas nisto se relacionam e trocam informações e aí que está a resposta: Isto é um negócio. Como tal há questões outras a serem verificadas.

Quanto ao etnocentrismo, claro que existe! Racismo, discriminação e outras mazelas relacionadas à degradação humana sim estão presentes, contudo, o poder público tenta apenas mascarar uma realidade que deveria ser remediada e esta é a crítica: Não trata-se de esconder mas de remediar ou minimamente humanizar.

Qual foi o fim dos zoológicos humanos? A Academia, através dos estudos antropológicos e sociológicos colocarem em xeque tais exposições de outros seres humanos.

Qual o fim dos safáris de favelas? Criação de políticas públicas de urbanização, cultura, dignificação, saúde e educação àquela população, de maneira que a “savana” não seja mais nosso quintal.

Uma provocação: Quem promovia são as mesmas pessoas que ainda promovem estes shows? Quem são estes indivíduos?

ALGUNS COMENTÁRIOS

Meus comentários abaixo.

Uma visão dos locais históricos são sempre contextualizados de acordo com o uso social que se dá a estes locais. O Coliseu era o local utilizado para tal o martírio dos inimigos do Estado romano. Nesse sentido, também há de se perceber uma questão relacionada a como os romanos se viam e como viam o restante das pessoas. É a visão mais etnocentrista possível. De seguida, compreendido o motivo da peregrinação. Dei uma olhada no texto: http://www.ppe.uem.br/jeam/anais/2007/trabalhos/033.pdf

Vi o texto (http://www.scielo.cl/scielo.php?pid=S0718-07052009000100012&script=sci_arttext&tlng=pt). Compreendi a visão relacionada a esse lema de não se esquecer para não esquecer. Talvez aí resida inclusive a motivação pessoal que tenho para cursar história.
Este texto lembrou da questão que mais impressionou-me quando visitei pela primeira vez o Museu do inconsciente e vi as obras do artista Bispo do Rosário. Fiquei pensando na angústia que o indivíduo deveria sentir para externar daquela maneira tão elaborada seus sentimentos. Possivelmente é a mesma visão que, ainda no contexto de Villa Grimaldi ou outros locais de calamidade e tragédia são visitados e contemplados. Vi um texto interessante sobre este assunto: http://www.seer.unirio.br/index.php/opercevejoonline/article/view/512/436.

Por que há demanda de visitas a estes lugares?

Há muitas questões que tratam deste item sobre a demanda. De maneira prática, pode-se pensar em três itens como principais: desconhecimento, ignorância e cinismo. (contraponto o artigo abaixo).

Desconhecimento da cultura alheia e de suas peculiaridades, mazelas e idiossincrasias.
Ignorância quanto ao diferente, que aliás, é o viés da disciplina aqui estudada: Compreender o outro, ou pelo menos aceitá-lo como este é, da maneira que ele é.

Cinismo quanto ao que acontece vs. o que se pode fazer acerca do assunto e, aí há uma questão de se sentir bem acerca de si mesmo quando em comparação com outros que considera inferior.

O que o visitante procura nesses lugares?

Pensando por um prisma diferente do que anteriormente havia sido abordado por mim, é a visão do diferente como menos evoluído e a reafirmação das caracteristicas que tornam os “animais do safári” mais inferiores, como exemplo, menos recursos.
Como o visitante olha para as pessoas que ali vivem em seu “habitat”?

O diferente causa aflição àqueles que não o compreendem, causa inquietação aos que querem ajudar e indiferença aos que se julgam superiores. Com esse olhar de superioridade, pode-se retornar ao Coliseu e falar de como os “Cidadãos romanos” viam-se a si mesmos e como viam os “Bárbaros”, ou seja, qualquer um que não era cidadão, ou seja, diferente. Aqui expande-se o conceito ao se pensar também como vemos a cultura da favela, que diferente daquela do observador deve ser dispensada, ultrajada, inferiorizada, quando apenas é diferente.

Vide: http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/RE/article/view/2041/pdf_424

Como o visitante compara-se aos que ali vivem?

Aí é que está a questão: Não compara-se muitas vezes! Ali é outro mundo, outra visão, outra realidade e que jamais fará parte, sendo os “animais” ali apresentados de uma espécie “prima” da dele mas não da mesma.

Vide: http://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11632.pdf e http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pcp/v23n2/v23n2a02.pdf

Será a mesma visão dos zoos humanos?

A visão científica da época dos Zoológicos Humanos (Séc XIX) é bastante interessante pois floresciam conhecimentos e teorias como a Eugenia (Francis Galton, 1883), o etnocentrismo (Edward Tylor, 1871) e a evolução das espécies (Charles Darwin, 1859). A questão interessante aqui é que o método científico, que origina-se desde as bases do construtivismo e positivismo lá pelo século XVI e vigorou até o século XIX e início do século XX, portanto, em voga na época em que estes Zoológicos estavam em funcionamento pleno, era o “Determinismo Mecanicista” (Reducionismo, Modelo cartesiano), proposto por Descartes, que por si é empírico e muito parcial, cuja premissa é que “O mundo deve ser compreendido, dominado e modificado em favor do homem”. O que contrapõe ao modelo atual que por si é transdisciplinar e prevê a questão mais fantástica é que a ciência, como todas as ciências do saber humano, não é infalível (Karl Popper que diz isso).

Mas qual a importância desse método científico na questão dos Zoos humanos? À sua época, o conhecimento acadêmico predominate permitia apenas uma conclusão lógica de acordo com a proposição que não permitia as refutações ou mudanças de “paradigmas tradicionais”. É aquela questão de que sempre se assumia que se o pressuposto estava correto, a conclusão não poderia estar errada. Dessa maneira, analisar tais itens por uma visão da época não há nada demais . Ora, numa época em que se acreditava no conceito de Tábula rasa (cuja expressão de Russeau “O homem é produto do meio”, os pensamentos do empirismo de Locke e do positivismo de Comte, representam parte do que mais tarde comporia o Behaviorismo clássico), em que crianças eram “pequenos adultos” e a informação não viajava tão rápido quanto atualmente, é bastante possível que o diferente fosse objeto de curiosidade, principalmente por ignorância.

Inegável que era algo detestável, contudo, contextualizando à época, compreensível.

Verifiquei os textos: http://www.scielo.br/pdf/ref/v18n3/v18n3a10, http://www.feata.edu.br/downloads/revistas/economiaepesquisa/v3_artigo07_evolucao.pdf , http://www.filologia.org.br/xix_cnlf/cnlf/08/037.pdf, http://historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=368

Não é só sobre curiosidade e sobre conhecer o diferente e como nos vemos em relação ao outro.

 

PARA CONTEXTUALIZAR:

Um excelente vídeo do Porta dos Fundos sobre o assunto safári em favelas

Um texto de referência na Wikipédia sobre o tema Zoológicos humanos (Clique na imagem para ir ao texto):

Zoo Humano

Zoo Humano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agradecimento à professora Ursula Pinto Lopes de Farias que instruiu-me nesta disciplina.

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CONFLITO RACIAL NA ESCOLA

Um caso particular ocorrido acerca de conflito racial foi no primeiro ano que fui à escola. Ocorreu no ano de 1985 e envolveu estudantes de um Jardim de infância  no subúrbio do Rio de Janeiro.

Ocorreu que nas primeiras ocasiões que frequentei a escola tive um impacto pelos colegas da escola serem de cor diferente da minha. Neste caso a professora separou-nos por raça em uma das ocasiões para uma atividade folclórica, pois cada um deveria representar um dos seres da cultura brasileira. Apelidaram-me de “Maguila”, em uma dupla análise: O boxeador e também o Gorila do desenhoa animado. Em outro momento este apelido surgiria novamente em uma aula de capoeira.

O desdobramento nesta questão foi que pela primeira vez tive a noção que era diferente pois teria de representar um papel diferente do que eu queria mas o que me encaixava. Nessa questão, foi a primeira vez que perguntei à minha mãe: “Mãe, por que eu sou preto”?

UMA ANÁLISE DOS FOCOS DO CONFLITO

A principal motivação do conflito foi a questão racial e discriminatória na divisão dos papéis do exercício em sala, que envolve uma postura inadequada dos professores que, despreparados, apresentaram uma maneira inadequada de tratar diferenças raciais entre os alunos da classe. Os meus pais tentaram amenizar e a melhor das informações que fizeram foi dizer que era assim mesmo, que se eu fosse o melhor aluno da sala, isso iria passar. Quanto aos outros alunos, não houve qualquer represália e a quantidade de apelidos e xingamentos aumentou a ponto de eu sentirme envergonhado para pedir para ir ao banheiro e quase que diariamente urinar-me (à essa época, tinha cinco anos de idade).

Os aspectos legais envolvidos aqui são diversos: O preconceito que é defendido pela Constituição federal/88 em seu artigo 5º que declara que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…)”; O racismo, que caracteriza-se por envolver segregação em razão de cor, raça; Injúria, que caracteriza-se pela “ofensa à honra utilizando-se de elementos de cunho racista”, conforme BASSO, 2013. Por tratar-se de algo muito extenso, destacam-se aqui os elementos constantes na LEI 7.716/89 que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e, de certa maneria, a LEI 10.639/2003 por descaracterizar o estudo da História e Cultura Afro-brasileira da maneira adequada. Importante salientar que tal legislação é posterior ao episódio, o que abre enorme pauta para discussão, contudo não do mérito.

ESTRATÉGIAS QUE PODERIAM SER TOMADAS

Em termos atuais as ações a serem realizadas em conjunto com discentes e docentes relacionam-se diretamente à obediência às leis que incentivam a diversidade cultural e, como atividade específica, seria apresentar a diferença entre as raças de maneira imparcial e educativa de modo que o impacto dos alunos não seja tão grande. Para além disso, ações em que os próprios alunos possam se expressar de maneira livre são bastante melhores nesse sentido.

Bibliografia:

BASSO, Luiz Carlos; CAVALCANTI, Juliano. Aspectos destacados do crime de racismo. Revista Eletrônica de Iniciação Científica. Itajaí, Centro de Ciências Sociais e Jurídicas da UNIVALI. v. 4, n.2, p. 1347-1364, 2º Trimestre de 2013. Disponível em: www.univali.br/ricc – ISSN 2236-5044

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Há na legislação brasileira a contextualização da necessidade de que as atividades escolares contenham o tema Educação e Diversidade Cultural. Isto é expresso nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que respectivamente falam de negros e indígenas nessa inclusão. A proposta abaixo é identificar alguns padrões de erros em materiais didáticos e paradidáticos apresentados para estudantes do segmento primário e secundário.

NEGROS (LEI 10.639/2003)

IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL

Material didático: Atividade sobre o dia da consciência negra

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Disponível:  http://www.todaatual.com/2014/11/atividades-do-dia-da-consciencia-negra.html (07.09.2016)

O material didático não atende ao disposto na Lei 10.639/2003.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO GRUPO ÉTNICO EM QUESTÃO

A representação gráfica está de acordo com o definido pois traz um grupo diversificado etnicamente interagindo.

PERSPECTIVA HISTÓRICA E SOCIAL

Em momento algum se coloca a perspectiva histórica e social no tocante aos desdobramentos da escravatura e suas consequências para a contemporaneidade como objetivo.

REPRESENTAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL

Nas generalizações há uma contraposição entre os indíos que não se adaptavam aos trabalhos na lavoura, os brancos que eram muito maus ou queriam a liberdade dos negros, enquanto os próprios negros são agentes passivos de olhares e visões externas sendo portanto descaracterizados quanto a motivações, história e descendência

INDÍGENAS (LEI 11.645/2008)

IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL

Material didático: Quebra-cabeças sobre o dia do índio.

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Disponível em:  http://www.ensinandocomcarinho.com.br/2012/04/projeto-dia-do-indio.html (05.09.2016)

O material didático não atende ao disposto na Lei 11.645/2008.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO GRUPO ÉTNICO EM QUESTÃO

A indígena é representada com traços caucasianos além de vestimenta estereotipada.

PERSPECTIVA HISTÓRICA E SOCIAL

Indígena representada com adornos e vestimenta descaracterizadas quanto a identificação com povos indígenas brasileiros.

REPRESENTAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL

Completa descaracterização quanto a qualquer representação cultural de povo indígena brasileiro (ou de qualquer lugar).

MATERIAL PARADIDÁTICO (AMBOS)

IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL

Material paradidático:

“HISTÓRIA PARA CRIANÇAS – DIA DO ÍNDIO | OS TRUPETS”

Disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=-XxSTNFc1q4 (04.09.2016)

O vídeo não atende ao disposto na Lei 11.645/2008.

PERSPECTIVA HISTÓRICA E SOCIAL

O vídeo compreende que além utilizarem pinturas e adereços estereotipados, também não faz a leitura correta das crenças indígenas e cultura quanto ao motivo da dança ou os efeitos de crença manifestados aqui através de tal dança.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO GRUPO ÉTNICO EM QUESTÃO

Indígenas estereotipados como negros.

REPRESENTAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL

Na altura de 01:58, o indígena representado apresenta um modo de expressar-se também esterotipado e com maneirismo linguísticos não condizentes a qualquer fala indígena moderna, reforçando aquela do imaginário popular.

 

Utilização de uma ferramenta da web 2.0 como maneira de estudar a pluralidade cultural.

O QUE É PLURALIDADE CULTURAL

A pluralidade cultural proporciona aos alunos a possibilidade de “compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando no dia-a-dia atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito”. (BRASIL, 1997)

O QUE É WORDPRESS

O WordPress é uma plataforma de desenvolvimento escrita em PHP inicialmente associada à construção de sítios pessoais (blogs). O uso do wordpress motivou-se, em especial, por conta da experiência dos desenvolvedores do projeto com a tecnologia em questão.

O wordpress permite uma extensão de funcionalidades ao utilizar o conceito de Hooks ou Plugins que são, segundo BRAZELL, 2010 (p. 70) “Hooks are an extensive part of the WordPress plugin architecture and are essential to the concept of modifying WordPress behavior without modifying any core code.” (Em tradução livre “Hooks são uma parte extensiva da arquitetura de plug-ins do WordPress e são essenciais ao conceito de modificação do comportamento do WordPress se modificar qualquer código do seu núcleo”), o que permite de sobremaneira aumentar o alcance do sítio e personalizá-lo de acordo com as necessidades do projeto.

A aplicação de blogs (como o WordPress, Blogger, Livejournal, etc) permite ao professor que possa construir em conjunto com seus alunos um local para que possa registrar questões que sejam relacionadas ao tema transversal (seja ele qual for) de maneira que possa mediar, averiguar e estender o alcance da sala de aula, permitindo integrações com outras tecnologias da web 2.0 (e 3.0) colocando conteúdos de diversas fontes (Wikis, Fóruns, Videos, Redes sociais, etc) de maneira dinâmica e construída coletivamente – que é exatamente a temática aplicada aos alunos da Web 2.0.

PLANEJAMENTO

TÍTULO DA ATIVIDADE  

Jornal da classe

TEMA TRANSVERSAL Todos

(Ética, Saúde, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Trabalho e consumo, Pluralidade cultural).

SEGMENTO DE ENSINO E SÉRIE Todos, desde que alfabetizados.(Guardando a proporção de acordo com o nível de aprendizagem de cada turma, incluindo-se aqui séries para alunos especiais).
OBJETIVO GERAL DA ATIVIDADE Integrar conhecimentos a alunos através da construção de um portal de conhecimentos de maneira a deixar um legado para a comunidade.
RECURSOS E FERRAMENTAS A SEREM UTILIZADOS Sítio de internet construído com ferramenta de Blog (sugestão, WordPress).Redes sociais, Vídeos, Imagens, Textos e trabalhos escolares desenvolvidos em sala de aula.
ETAPAS DA ATIVIDADE 1 – A Escolha do conteúdo efetuada pelos próprios alunos;2 – Desafios do tema escolhido (desenvolvimento teórico);

3 – Aplicação do tema escolhido ao cotidiano discente;

4 – Apresentação em sala de aula;

5 – Ações de publicação e distribuição em redes sociais/internet.

PROCESSO DE AVALIAÇÃO Cada etapa deverá contar com a participação dos alunos de maneira que estes reúnam e decidam que recursos devem estar dispostos e de que maneira tais recursos devem ser distribuídos à comunidade através do jornal.Pode-se fazer um trabalho mais extenso ou menos extenso de acordo com o período programado.

 

EXECUÇÃO

 

TÍTULO DA ATIVIDADE  

Jornal da classe

TEMA TRANSVERSAL Diversidade cultural

(com potencial para todos os temas).

ENDEREÇO DO PRODUTO DESENVOLVIDO (LINK) estudandohistoriaead.wordpress.com
FERRAMENTA DA WEB 2.0
  • Blog
GRAU DE DIFICULDADE X Baixo
Médio
Alto
DESAFIOS ENCONTRADOS Não houve quanto à tecnologia.

 

O principal desafio será aderência e disponibilidade das tecnologias.

 

Serão desafios a esta atividade a própria resistência docente quanto à implantação, idem ao acompanhamento dos pais quanto às atividades.

 

Referências:

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : pluralidade cultural, orientação sexual / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997.

BRAZELL, Aaron, Publisher: WordPress Bible, Wiley Pages: 672. Publish year: 2010.

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A abordagem que o ensino médio dever ter é aquela que prepare o aluno para o objetivo de vida que este possui, preparando-o para a profissão que este deseja prosseguir, portanto, há espaço para uma educação mais voltada para a academia, bem como há espaço para o ensino técnico, de acordo com o que o aluno pretende.
É inerente também a este período da vida dos alunos que estes talvez ainda não estejam preparados para tomar uma decisão de escolha de carreira/profissão de imediato, portanto, deve ser a escola capaz de avaliar e apresentar-lhe opções de maneira que permita-o escolher.
A formação ideal é aquela que prepara o aluno nas disciplinas que lhe serão essenciais para enfrentar os desafios da vida adulta, dando-lhe bases suficientemente concretas para que este escolha o que deseja prosseguir. Caso escolha por um ensino profissionalizante, que a escola permita-o fazer um curso com a conclusão mais profissionalizante (por exemplo um curso complementar apenas com matérias técnicas de duração de um ano). Caso escolha por uma carreira mais acadêmica, que a escola permita-o escolher por fazer um curso preparatório para o meio acadêmico (não no modelo pré-vestibular mas que dê ênfase às disciplinas base do curso pretendido).
Um modelo de ensino que tenha esta abordagem permite aos alunos com menor poder aquisitivo que aprendam uma profissão de maneira rápida e objetiva e galgue oportunidades competitivas quando (e se) desejar fazer carreira acadêmica em algum momento. Da mesma maneira prepara o discente acadêmico com a base e enfoque necessário à carreira que deseja, por exemplo, estudar biologia quando se deseja fazer contabilidade; a este aluno serão vistos itens mais voltados para a área de ciências exatas e, por conseguinte, o interesse aumenta e o torna melhor aluno no curso superior.
Conclui-se aqui que a ideia seria uma escola que se pretenda formar cidadão capazes de seguir a profissão que desejam e exercê-la plenamente preparados pela base que o ensino médio provê.

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SERÁ QUE UM CURSO DE ENGENHARIA, ADMINISTRAÇÃO E OUTROS SÓ DEVERIAM TER DOCENTES COM FORMAÇÃO SÓ NOS RESPECTIVOS CURSOS?

A partir da pergunta acima é possível adicionar três grandes desvantagens para tal abordagem:

1.Falta de visão global da profissão; (Desfavorável)

2.Visão tecnicista exagerada;(Desfavorável)

3.Falta de formação pedagógica aos docentes;(Desfavorável)

SERÁ QUE UM SIMPLES CURSO DE DOCÊNCIA ESPECIAL É SUFICIENTE PARA CAPACITAR UM ENGENHEIRO, MÉDICO, ADVOGADO PARA SE TORNAR DOCENTE?

É possível apontar três principais fatores que garantam a formação didática e pedagógica para tais especialistas.

1.Melhoria de técnicas e métodos de ensino estruturado e consistentes para aprendizagem.

2.Criação de experiências para a construção de novos modelos educacionais na escola.

3.Formação global em áreas que vão além das específicas.

ANÁLISE CRÍTICA

É possível verificar que há uma necessidade dos profissionais que optam por tornarem-se docentes uma formação multidisciplinar, de maneira que permita aos alunos que tenham um menor tecnicismo e uma maior observação quanto às técnicas pedagógicas.

O profissional que possui uma formação técnica e escolhe seguir a carreira docente muitas vezes possui a experiência pretendida para um curso com viés técnico, contudo não oferece todas as possibilidades de visão para o discente de maneira que ofereça-o uma visão diferente da técnica, assim, o profissional que se forma consegue resolver os problemas necessários ao exercício de suas atividades, contudo a questão é que o mercado de trabalho tem necessidade de que os profissionais tenham uma visão holística da profissão e, cada dia mais profissionais com diversos recursos próprios para lidarem com desafios diversos, tais como gestão, administração de pessoas, áreas transversais  à profissão, entre outros desafios.

As ações necessárias para a melhoria deste quadro é uma formação que permita ao profissional utilizar técnicas pedagógicas para potencializar a aprendizagem, a criação de novas experiências educacionais e, por fim, uma formação nas áreas propostas transversais à formação original.

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OS DOCENTES AO LONGO DA HISTÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA FORAM PREPARADOS (FORMADOS) PARA CONHECER OS RISCOS DO TRABALHO E AS DOENÇAS QUE PODEM ATINGI-LOS?

Ao compreender o contexto educacional, à cada época, é necessário verificar o contexto e condições de trabalho aplicáveis a este profissional.

Em um momento mais remoto historicamente tem-se contextos tão diversos quanto possíveis, passando pela introdução histórica do ensino formal brasileira entre os Jesuítas, contudo, não foi esse o princípio, considerando que os brasileiros nativos tinham maneiras próprias de educação, portanto, o contexto deste trabalho tem haver exclusivamente com as questões contemporâneas em que o objetivo do ensino não é subsistência, tampouco a catequização do povo; também é inserida em um contexto democrático e sem diferenças de ensino entre raças, credos ou classe social, estando disponível para toda a população.

Tal contexto é deveras importante pois determina especificamente quais questões o docente enfrenta em seu cotidiano.

Contemporaneamente a formação docente prepara aos profissionais a conhecerem os riscos e doenças laborais que os afetam, contudo, a questão carece de uma resposta mais aprofundada, ao refletirmos se todos os docentes atuantes possuem essa preparação. Para além dessa visão, o meio ambiente de atuação desse profissional possui interferência direta sobre este profissional e, o cumprimento adequado das regras de saúde regulamentadoras também se faz necessário, contudo, esta é uma resposta mais adequada à segunda pergunta.

Aqui há, portanto, duas respostas possíveis: Houve a preparação para os docentes no contexto contemporâneo, no sentido de conhecerem os riscos a que estão expostos, contudo, houve poucas ações que sejam adequadas à prevenção da ocorrência de tais riscos e doenças.

QUE AÇÕES PODEM SER TOMADAS PARA SANAR ALGUM TIPO DE DOENÇA QUE PODE UM PROFESSOR PODE SOFRER? PROCURE APENAS UM PROBLEMA (COMO A PERDA DE VOZ, A INSALUBRIDADE NO USO DE GIZ, ASSÉDIO MORAL OU QUALQUER OUTRO) PARA ESTUDAR, APRESENTE UMA ESTATÍSTICA PARA FUNDAMENTAR O PROBLEMA E ANALISE.

 

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A tabela acima demonstra uma análise de dados referente às condições do ambiente físico em que a prática docente se desenrola, apresentando a frequência de questões que causavam maior desconforto aos docentes durante a prática de sala de aula em nove unidades escolares analisadas. No artigo que esta tabela originalmente se apresenta[1] as autoras fazem uma análise aos riscos ocupacionais à voz e, serve como justificativa da resposta para a pergunta proposta.

É possível verificar que os itens verificados são de competência da administração escolar, portanto, cabe ao docente saber adequadamente quais os riscos que está exposto no ambiente de trabalho (riscos laborais) e à instituição de ensino a tomada de providências adequadas ao cumprimento das condições de trabalho adequadas previstas pelas Normas Regulamentadoras de maneira que promovam e preservem a saúde dos trabalhadores[2].

A responsabilização da escola enquanto empresa é o primeiro dos caminhos a ser tomado, contudo, cabe também ao docente que tome providências adequadas quanto à preservação de sua salubridade para manter-se saudável tanto quanto possível, portanto, itens que são extra sala de aula são necessários, tais como horas adequadas de trabalho, atividades de lazer, cuidados com a saúde de maneira geral e a constante atualização quanto às técnicas que evitem o desgaste físico, como por exemplo, exercício físico para aguentar melhor o tempo em pé; aulas de impostação de voz com técnicas para evitar a fadiga vocal; técnicas de dinâmicas  em sala de aula para diminuir a necessidade de intervir exasperadamente com alunos; atividades lúdicas de maneira que evite-se a fadiga relacionada à rotina; comparecer às consultas médicas, conforme necessidade; etc.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tema abordado aqui é deveras complexo pois trata de questões enraizadas na sociedade brasileira, tema inclusive recorrente nos artigos consultados que tratam da docência, pois fala muito em “sacrifício” [3]. Tal visão permeia a prática docente desde imemoráveis tempos onde é possível contextualizar o momento em que a mãe sacrifica-se pelos seus filhos, passando por um momento em que ensinar era sacrificar-se por seus discípulos e contemporaneamente, sacrificar-se tem um sentido de doar-se ao máximo.

Em um contexto de instituição escolar, a visão de tal sacrifício se faz diferente, vez que perpassa através das eras por uma sociedade que precisa ter indivíduos preparados para a existência daquele agrupamento de pessoas, avança pela necessidade de transmissão de conhecimento sem apoio formal, depois com apoio e subsidio financeiro mas direcionado às necessidades estatais; por fim, mais recentemente à necessidade da obtenção de lucros.

O que percebe-se é que no contexto histórico não houve mudança mas uma evolução da questão que hoje aplica-se diretamente ao trabalhador demandar do respeito às normas de trabalho de maneira que execute adequadamente suas tarefas, portanto, deve haver uma fiscalização para cumprimento de tal legislação para ambas as classes: patronal e trabalhadora.

O docente também deve municiar-se de maneiras que permaneça confortável em sala de aula utilizando-se de técnicas variadas e de maneira contínua e aprimorada.

REFERÊNCIAS

[1]RISCOS OCUPACIONAIS À SAÚDE E VOZ DE PROFESSORES: ESPECIFICIDADES DAS UNIDADES DE REDE MUNICIPAL DE ENSINO – Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v12n1/168-08.pdf, (22.09.2016)

[2] CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS PÚBLICAS DA ZONA SUL DA CIDADE DE MANAUS – Disponível em http://www.convibra.com.br/upload/paper/2013/80/2013_80_6404.pdf (22.09.2016)

 [3]FONSECA,Selva Guimarães Fonseca. Ser Professor No Brasil: História Oral de Vida, Papiros, 1997. Disponível em: https://books.google.com.br/books/about/Ser_Professor_No_Brasil_Hist%C3%B3ria_Oral_d.html?hl=pt-BR&id=gx1BiY-4gcoC&redir_esc=y

Outros textos consultados (20.10.2016):

escola-publica

Foram objeto deste estudo as escolas que tiveram o melhor desempenho no ENEM em 2015, em eixos diferentes (Públicas, privadas e técnicas) do Rio de Janeiro.

Fonte: Relatório do ENEM 2015. Originalmente no INEP.

Município pesquisado: Rio de Janeiro Período: 2015
Escola escolhida Tipo Observação
1 -CPII – CAMPUS NITEROI Pública Acadêmica
2 -INSTITUTO DE APLICACAO CAP UERJ Pública Acadêmica
3 -COLEGIO SANTO AGOSTINHO Privada Acadêmica
4 -COLEGIO CRUZEIRO-CENTRO Privada Acadêmica
5 -COLEGIO SANTO INACIO Privada Acadêmico
6-ESCOLA SESC DE ENSINO MEDIO Privada Profissional

ANÁLISE CRÍTICA

Dentre os dados verificados é possível observar uma grande predominância no eixo Privado-acadêmico. O contexto utilizado foi acesso aos dados começando pelo INEP e, de seguida observando quais destas escolas estão melhor colocadas quanto ao ENEM 2015 e que são do município do Rio de Janeiro.

É possível verificar que os colégios de maior pontuação no proposto no Exame Nacional do Ensino Médio são frequentados por uma camada da população com poder aquisitivo Alto ou Muito alto mesmo que alguns deles sejam públicos, o perfil não é popular.

Comparando os itens 01 (CPII), 03 (CSA) e 06(SESC) é possível verificar que em seus correspondentes projetos pedagógicos culturais todos falam em uma visão humanista, contudo pode ser observado que o foco é a execução de projetos de extensão em laboratórios, através de ensino em tempo integral e a inserção do discente na comunidade.

Das propostas escolares a do SESC é a que melhor atrai e proporciona ao aluno de família menos abastada a possibilidade de escolha entre seguir uma carreira acadêmica ou imediatamente ingressar no mercado de trabalho para depois seguir tal carreira, se o quiser.

Quanto à Escola profissional, a que se encontra melhor posicionada é a Escola SESC de ensino médio, contudo , possui resultado aquém às escolas privadas na mesma faixa de preços e os cursos pretendidos não são somente profissionalizantes, tendendo mais a um estudo híbrido.

A formação híbrida permeia um certo desenvolvimento mais completo pois prepara o aluno para o mercado de trabalho e simultaneamente prepara-o para o meio acadêmico caso este deseje segui-lo.

Por esta análise é possível observar-se que a escola dualista existe no sentido de que os mais abastados terão opção por optar pelo segmento de uma carreira mais acadêmica e, por conta da faixa sócio-econômica, menos necessária de priorização das carreiras técnicas, o que se observa nas escolas com maiores notas no ENEM, verificadas acima.

É possível que haja vantagens na escola única e na dicotomia verificada entre as escolas mais voltadas ao ensino profissionalizante e com viés acadêmico, entretanto, nas condições da sociedade brasileira atual, torna-se impraticável exatamente por conta das barreiras sócio-econômicas e objetivos dos estudantes.

 

 

SERÁ QUE A TEORIA DO CAPITAL HUMANO PERMANECE SENDO USADA COMO FUNDAMENTO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL ?

Sim. Considerando o contexto de município do Rio de Janeiro e o alinhamento verificado em termos nacionais, a formação profissional é utilizada ainda como fundamento. É importante verificar que a teoria do capital humano não é tão simplificado quanto a pergunta propõe, vez que o termo aqui é exclusivamente verificado à formação relacionada ao mercado competitivo da capital fluminense. Nesse sentido, as formações profissionais estão preocupadas em formar profissionais que adequem-se ao perfil necessário ao desempenho das tarefas.

Escolas técnicas possuem ensino mais voltado à prática profissional e desempenho de tarefas voltadas à prática. Nesse sentido é importante verificar que na academia a verificação de tal capital se faz através da publicação de artigos, ou seja, da produção científica, que gera conhecimento, o que é o objetivo final do capital humano.

Tal teoria não se vê presente, entretanto, em dois eixos que deveriam: No ensino fundamental e médio em que há algum preparo mas não para tarefas que sejam voltadas ao mercado de trabalho, faltando, portanto competência emocional e preparo para tal mercado; No ensino técnico e acadêmico, falta a preparação mais ampla para as tarefas que são inerentes ao contexto que será aplicado.

POLÍTICAS, PROGRAMAS E AÇÕES GOVERNAMENTAIS UTILIZAM A PEDAGOGIA TECNICISTA E A TEORIA DO CAPITAL HUMANO NOS DIAS ATUAIS ?

A visão relacionada ao ensino no Rio de Janeiro é relacionada às empresas de uma grande metrópole que possui suficientes recursos para manter um profissional sem a formação adequada e utilizá-lo como “Trainee” ou até mesmo lançar mão de universidades corporativas de maneira a manejar o capital humano preparando-o para o que é necessário.

Entre os textos consultados, para uma visão mais global, foi possível verificar que as principais mudanças para aumentar o capital humano são: Mudanças demográficas; evolução de tecnologia digital; inovação em modelos de negócios; alteração das regras trabalhistas. Estes são itens verificados no relatório de Tendências Globais de  Capital Humano 20161 e no Relatório de Capital Humano de 20162.

Em tradução livre2: “O Brasil é a maior economia da região da América Latina, está posicionada na porção inferior do índice, com uma pobre performance na educação básica (98º) e qualidade da educação primária (118º) no grupo de 0-14 anos em particular. Negócios locais percebem muita dificuldade em contratar empregados qualifcados (114º), entretanto o país possui uma melhor qualificação comparativamente em qualidade de treinamentos corporativos e uma alta taxa de empregabilidade aos profissionais de 25-54 anos.

ANÁLISE CRÍTICA

É possível verificar que há necessidade da criação de políticas adequadas às necessidades atuais do mercado de maneira que o capital humano seja adequado ao que o mercado precisa, permitindo à escola que a força de trabalho possua uma formação melhor e mais voltada ao que é demandado pelo mercado.

O aluno egresso do curso fundamental e médio não está adequadamente preparado para o que o mercado precisa quanto às competências pessoais necessárias ao mercado de trabalho, de seguida, quando este egresso busca ensino técnico ou superior, não consegue adequar-se e fazer a “transição” que o mercado demanda, portanto, fica com uma formação aquém das necessidades de tal mercado, não conseguindo ingressar adequadamente ou ingressando e não mantendo-se da maneira que necessita.

FONTES CONSULTADAS (11.2016):

  1. https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/hc-trends-2016.pdf Ou Também aqui.
  2. http://www3.weforum.org/docs/HCR2016_Main_Report.pdf (Pg.15)
  3. http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/teoria_do_capital_humano_e_a_relacao_educacao_e_capitalismo.pdf
  4. http://hdl.handle.net/10183/25425
  5. http://www.senac.br/informativo/bts/271/boltec271c.htm
  6. http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT5/gt5m3c2.pdf
  7. http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev15/AlmeidaPereira.html
  8. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002008000100009
  9. http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/HGqmRDqk.pdf
  10. http://www.unc.br/mestrado/textos/Bibliografia-2013-Inf-teoria-cap-humano-e-teoria-do-cap-social-nas-pol-educ-bras%20.pdf
  11. http://www.estudosdotrabalho.org/texto/gt1/a_teoria_do_capital.pdf

dor

Minha formação ocorreu em um colégio particular no Rio de Janeiro, caracterizado pelo tradicionalismo, portanto, os professores tinham um modo de ver extremamente tradicional, podendo-se dizer até mesmo conservador e, hoje, consigo visualizar, antiquado.

Por conta desse processo avaliativo tradicional tive muitas dificuldades durante os estudos, muitas notas baixas e muita vontade de deixar de estudar em dados momentos. Não havia participação nas avaliações que invariavelmente eram verticais dos professores magnânimos em seus pedestais para nós insignificantes alunos.

A visão que tinha de escola, estudar e de avaliação eram dirimidas exclusivamente por esse modo tacanho, mesquinho e pequeno em que os professores não verificavam as características individuais dos alunos em detrimento à sua forma “perfeita” de ensinar com o lema “Antes de você, muitos outros já aprenderam desta maneira”. Só que sempre tive dificuldade de ser um dos “muitos outros”.

Uma das consequências disto foi o fato de eu odiar matemática apesar de ter facilidade com números (me formei Técnico de Contabilidade e a seguir Analista de sistemas mas, ainda odeio matemática). Isto é uma daquelas questões que os professores não foram capazes de desenvolver no âmbito escolar, que tornava o processo de aprendizagem tortuoso e a avaliação um martírio.

Tive professores maravilhosos também, em especial uma professora chamada Ivonete Souza que utilizava além da avaliação tradicional que era exigência da escola, processos da avaliação alternativa, por exemplo, avaliação contínua, de participação nas aulas através da aplicação de exames orais e efetuando perguntas que eram deveras objetivas e ainda assim instigavam aos alunos pesquisarem e tornarem-se independentes quanto ao estudo e busca de conhecimento.

Esta professora teve muita importância na minha vida pois durante o ensino médio fui indicado por ela para estágio, apesar de não ter notas muito boas nas outras disciplinas. A avaliação cuidadosa desta educadora iniciou minha vida profissional e teve grande impacto na maneira como avalio meus alunos pois julgo importante que esta oportunidade seja dada também a outros alunos da mesma maneira que ocorreu comigo.

Já no ensino superior tive um professor que era totalmente de abordagem tradicionalista e, destoava da maneira que os outros professores construíam os conteúdos na faculdade. Este professor reprovou-me por 0,2 pontos em uma disciplina que era das mais difíceis do curso e, pré-requisito de outras muitas e custou-me um ano a mais na faculdade.

Penso que esta visão deste docente não era capaz de ver o todo do meu aprendizado, pois se 0,2 pontos são o suficiente para avaliar um aluno, a avaliação global e formativa do aluno de nada valem pois, era esta a oportunidade que este profissional tinha de verificar que eu era um aluno participativo das aulas, fazia os trabalhos propostos, tinha assiduidade adequada e, o principal, havia compreendido a disciplina (tanto que no outro período em que fiz a disciplina passei com nota 9,8 – novamente ele não me deu 0,2 para passar com nota dez).

Em outra oportunidade, um outro profissional de educação no curso superior foi capaz de reprovar quase todos os alunos da turma por nota. Ocorreu de em uma turma de quinze alunos nenhum deles ter sido capaz de passar na disciplina adequadamente, tendo todos ido para a recuperação e, na recuperação, apenas dois passaram na disciplina. Fui um dos que passei pois o professor disse-me “Você não passou nesta disciplina mas, eu estou te passando”. No final deste período, dois colegas desistiram da faculdade.

Nos três casos, o conflito entre o modo de avaliação tradicional e o alternativo são deveras acentuados e, a avaliação tradicional não é capaz de visualizar a amplitude do aluno, isto é, não avalia o aluno como um ser humano, sendo este tão somente um agente que participa de um conjunto de aulas e deve ter uma nota, independentemente de quem ele seja, não levando em conta que este possui peculiaridades que devem ser abordadas durante o processo de estudos.

Um professor pode – e deve – ser o vetor para a mudança social do aluno e não para que este deixe os estudos e desista de seus sonhos. O fato de que um determinado docente foi vítima de modos de ensino que não levam em consideração as idiossincrasias dos alunos e, por consequência suas necessidades e anseios, não justifica que este professor deve perpetuar este modo de tortura. O fato de alguém ter sido roubado não deve torná-la ladrão.